COVID-19: INSA sugere menor eficácia das vacinas mRNA contra a variante Delta
DATA
25/08/2021 13:14:11
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Jornal Médico
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COVID-19: INSA sugere menor eficácia das vacinas mRNA contra a variante Delta

As vacinas de tecnologia mRNA (Pfizer e Moderna) são menos eficazes a prevenir a infeção pela variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2, sugere um estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), investigação que ainda carece de revisão por pares científicos.

Em fase de pré-publicação, um estudo do INSA aponta para uma "probabilidade significativamente superior de infeção pela variante Delta em pessoas vacinadas", representando quase "o dobro do risco de infeção pela variante Alpha".

Esta tendência na eficácia das vacinas mRNA face à Delta é igual em pessoas com uma dose ou já com o esquema completo, assinala o INSA em comunicado enviado à agência Lusa. Na mesma nota, sublinha-se que o trabalho de investigação referido analisou cerca de 2.000 casos positivos de infeção, entre maio e julho deste ano, quando aquela variante passou a predominar em Portugal.

À luz dos “resultados obtidos, observou-se que os infetados com a (…) Delta apresentaram, em média, valores de carga viral mais elevados, o que poderá significar uma maior transmissibilidade", sinaliza o INSA, estimando que a eficácia do esquema vacinal completo, que era de 70 a 90% para a variante Alpha, desça para 41 a 80% face à Delta. Na situação de uma toma, a eficácia de 55 a 70% face à Alpha oscilará entre 24 a 49%.

Considerando ambas as variantes, nesta avaliação assinala-se que as pessoas com duas tomas de vacina têm "menor carga viral e potencialmente menor transmissibilidade do que os indivíduos não vacinados. Transmissibilidade que, no caso específico da Delta, é equivalente quer se tenha apenas uma toma ou a vacinação completa.

A serem validadas, "estas conclusões estão de acordo com os estudos internacionais que avaliaram a efetividade das vacinas COVID-19 contra a variante Delta", salienta o INSA.

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