SIM sinaliza falta de médicos nas urgências do Hospital de São Bernardo
DATA
26/08/2021 13:41:52
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Jornal Médico
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SIM sinaliza falta de médicos nas urgências do Hospital de São Bernardo

A falta de médicos no Hospital São Bernardo, em Setúbal, está a pôr em risco a segurança das urgências, abrindo caminho ao encerramento deste serviço quando "os critérios mínimos não estejam assegurados", denuncia o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

As escalas de urgência da especialidade de Medicina Interna naquele hospital "estão longe de cumprir os níveis de segurança necessários”, registando-se em vários dias ao longo do mês de agosto "uma redução (em alguns casos menos de um terço) dos clínicos exigidos pelos critérios mínimos definidos pela Ordem dos Médicos (OM)", lê-se em comunicado do SIM, citado pela agência Lusa.

Perante este cenário, e quando não estejam assegurados os tais critérios mínimos, os responsáveis sindicais pedem à Direção Clínica do Hospital e à Direção do Serviço de Urgência que “comuniquem com o INEM e encerrem a urgência".

Por outro lado, o sindicato "exige ao Governo e à ARS [Área Regional de Saúde] Lisboa e Vale do Tejo a contratação de médicos" para aquela instituição de saúde.

"O SIM recusa-se a aceitar a constante desvalorização” do Centro Hospitalar de Setúbal – que, além do Hospital de São Bernardo, agrega o Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão – “por falta de investimento e apela fortemente para que haja atos em vez de palavras", frisa o comunicado, lembrando que os citados problemas nas urgências "são crónicos e amplamente conhecidos, estando rotineiramente presentes na comunicação social".

Na avaliação feita pelo sindicato, a pandemia agravou a situação devido ao aumento “do número de espaços físicos para prestação de assistência" bem como pela necessidade recente de abrir uma segunda unidade de cuidados intensivos no Hospital de São Bernardo, "mantendo a escala diária de dois médicos como previamente".

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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