COVID-19: Fundação Portuguesa do Pulmão considera prematuro abandonar a máscara
DATA
30/08/2021 11:48:56
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Jornal Médico
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COVID-19: Fundação Portuguesa do Pulmão considera prematuro abandonar a máscara

A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) entende que este ainda não é o tempo de colocar ponto final no uso obrigatório da máscara de proteção respiratória nos espaços públicos exteriores “sempre que a distância social de segurança não esteja garantida”. Mais ainda, defende que o referido uso "deverá continuar a ser obrigatório em todos os espaços públicos interiores”.

“A decisão de liberalizar o uso de máscara só deve ser considerada quando sairmos da quarta onda epidémica, quando tivermos uma maior percentagem da população totalmente vacinada (a tão almejada imunidade de grupo) e os marcadores epidemiológicos da infeção pelo SARS-CoV-2 evidenciarem um mais seguro controlo da pandemia”, argumenta a FPP, em comunicado enviado à agência Lusa.

“Apesar dos indiscutíveis avanços que temos registado no combate à presente pandemia, sobretudo na sequência do sucesso da campanha de vacinação, a respetiva situação epidemiológica aconselha que se deva manter um robusto nível de medidas preventivas”, desde logo o uso de máscara de proteção respiratória, sublinha a FPP.

A justificação tem a ver com a extraordinária capacidade de contágio da variante Delta, que em muito supera as anteriores, e o conhecimento de que a vacina não será totalmente eficaz para impedir a infeção e a transmissão do vírus.

A FPP destaca, igualmente, como fatores “não tranquilizadores” a alta incidência de casos (310 por 100.000 habitantes, com uma média de 2.317 novos casos diários na última semana), um nível elevado de casos ativos (45.542) e um nível de mortalidade “ainda muito expressivo” (média diária de 11 óbitos na última semana), a par dos níveis de hospitalização, quer em enfermaria, quer em cuidados intensivos (733 e 151, respetivamente).

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