Leucemia mieloide aguda: incentivo internacional para investigação do i3S
DATA
08/09/2021 12:33:47
AUTOR
Jornal Médico
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Leucemia mieloide aguda: incentivo internacional para investigação do i3S

Procurar novos caminhos terapêuticos para a leucemia mieloide aguda através da caracterização das células imunes e da eliminação das células que sobrevivem à quimioterapia. Entre outros desafios, é essa procura que move dois projetos distinguidos, internacionalmente, com a assinatura de investigadores do i3S. Os três caracteres que sintetizam o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde.

O i3S esclarece, em comunicado enviado à agência Lusa, que dois projetos de investigação, recentemente premiados e financiados por duas instituições americanas, centram-se no estudo da leucemia mieloide aguda e em “encontrar novas estratégias terapêuticas”.

Entre as tipologias mais comuns de leucemia, este tumor afeta a medula óssea e é responsável pela produção das células sanguíneas, como os leucócitos, plaquetas e eritrócitos.

O projeto recentemente distinguido pela Sociedade Americana de Hematologia (ASH) com o Prémio Global de Investigação, no valor de 150 mil dólares (cerca de 127 mil euros), visa “caracterizar as células imunes ao longo da progressão e resposta ao tratamento” da leucemia mieloide aguda, avança Delfim Duarte, que lidera ambos os estudos.

O investigador do i3S, interno de Hematologia, no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, e também professor auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), explica que a missão passa por “identificar novos alvos terapêuticos de forma a eliminar mais eficazmente células malignas quimioresistentes e promover a manutenção da hematopoiese não maligna”.

Este ano, o Prémio Global de Investigação ASH distinguiu 12 cientistas de 10 países, com a finalidade de facilitar a continuação do trabalho de jovens investigadores fora dos Estados Unidos da América e do Canadá.

No que reporta ao outro projeto alvo de reconhecimento internacional, neste caso por via da Fundação Pablove, com a atribuição de uma bolsa no valor de 52.500 dólares (cerca de 44.200 euros), propõe-se “desenvolver uma nova estratégia para eliminar células de leucemia mieloide aguda que sobrevivem à quimioterapia e são responsáveis pela recidiva da doença”.

Delfim Duarte faz saber que a pesquisa se baseia no princípio da utilização da “competição celular para promover a eliminação de clones quimioresistentes do seu nicho ou microambiente na medula óssea”.

Para desenvolver esta nova estratégia e testar a ideia, os investigadores vão usar modelos pré-clínicos de leucemia mieloide aguda.

Investir na Saúde é também investir na Formação
Editorial | Carlos Mestre
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