OPP critica modelo de comparticipação de testes psicológicos
DATA
08/09/2021 17:16:36
AUTOR
Jornal Médico
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OPP critica modelo de comparticipação de testes psicológicos

Fazer depender a comparticipação de testes psicológicos pela necessidade de prescrição médica só pode ser “um lapso” nas tabelas convencionadas da ADSE, considera o bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

“Não faz sentido alguém ir a um psicólogo, que deteta a necessidade de serem utilizados testes psicológicos, e depois ter de ser um médico a prescrever (…) para que possam ser comparticipados”, afirma, em comunicado a que a agência Lusa teve acesso, Francisco Miranda Rodrigues.

“O grande problema para a saúde mental dos portugueses”, faz notar o bastonário da OPP, “não é o estigma, é a dificuldade de acesso” aos serviços dos psicólogos.

Francisco Miranda Rodrigues sublinha e recorda que a utilização dos testes psicológicos — que podem ser parte integrante da avaliação psicológica – já consta do conjunto de atos da competência exclusiva dos psicólogos, “como aliás a própria tabela reconhece”.

“Só se entende que seja um lapso” o acesso à comparticipação depender de prescrição médica. “Sobretudo quando simultaneamente reconhece que estes testes” apenas podem ser realizados por psicólogos, argumenta o bastonário.

No que reporta às novas tabelas da ADSE, as atualizações do preço das consultas na rede convencionada implicam, para os benificiários, o aumento para cinco euros (pagavam até agora 3,99). Em relação ao valor comparticipado pela ADSE passa para 20 euros (14,47 na tabela anterior).

Por outro lado, a mesma fonte avança que a revisão das tabelas contempla novos atos médicos, suprimindo outros por alegada desatualização. E são estabelecidos tetos máximos para uma pluralidade de procedimentos cirúrgicos, medicamentos hospitalares e próteses.

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Editorial | Carlos Mestre
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