Dermatite Atópica: O impacto na vida dos doentes
DATA
14/09/2021 10:11:55
AUTOR
Jornal Médico
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Dermatite Atópica: O impacto na vida dos doentes

Neste episódio de Skin Partners, o podcast que dá voz à pele, será abordado o impacto da dermatite atópica na vida dos doentes. Esta é uma das doenças inflamatórias crónicas da pele mais comuns e a sua incidência tem aumentado nos últimos anos, sobretudo nos países mais desenvolvidos.

Para ajudar a compreender o impacto desta doença em Portugal dão o seu contributo Pedro Mendes Bastos, médico Dermatologista e Investigador no Hospital CUF Descobertas, e Joana Camilo, presidente da Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP).

Segundo os dados do 1.º estudo sobre “Impacto da Dermatite Atópica em Portugal”, de 2020, que procurou conhecer o impacto da dermatite atópica nas diferentes esferas da vida dos doentes, no qual a ADERMAP esteve envolvida, calcula-se que em Portugal existam mais de 400 mil pessoas com dermatite atópica. Estima-se ainda que praticamente 200 mil pessoas tenham dermatite atópica nas formas moderada a grave.

A dermatite atópica moderada a grave manifesta-se na forma de eczema crónico, com elevada morbilidade e um forte impacto na pele, condicionando em grande medida a qualidade de vida dos seus doentes.

“É importante compreender que a dermatite atópica é uma doença imunológica, resulta de um erro do sistema imunitário e manifesta-se fundamentalmente a nível da pele. Contudo, é para nós já muito evidente que este erro no sistema imunitário (…) acontece paralelamente a um problema de barreira cutânea, em que a pele é incapaz de se defender adequadamente do exterior e em algumas pessoas esta conjugação (…) vai originar uma porta aberta para o desenvolvimento de doenças consideradas irmãs da dermatite atópica”, explica Pedro Mendes Bastos.

“Efetivamente a dermatite atópica é uma doença da pele, mas cujos impactos psicológicos, físicos, social e económico vão muito para além da pele. Como o estudo demonstra, [não afeta apenas] o individuo que tem a doença, mas também os cuidadores. Na realidade, estes resultados não nos surpreendem porque (…) esta é a realidade, portanto, o que este estudo veio fazer, foi documentar a realidade que nós sentimos, não nos surpreendem os resultados, mas naturalmente que nos preocupam”, elucida Joana Camilo.

Aceda aqui ao podcast.

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Editorial | Carlos Mestre
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