ESMERALDA: primeiro programa europeu de formação doutoral dirigido a médicos
DATA
14/09/2021 17:10:36
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Jornal Médico
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ESMERALDA: primeiro programa europeu de formação doutoral dirigido a médicos

Facultar “competências biomédicas de ponta e contribuir para preencher a lacuna entre a investigação e a prática clínica”. É este o compromisso do programa ESMERALDA. Uma iniciativa agregando o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e mais seis institutos de investigação, que, em conjunto, estão a formar a próxima geração de médicos-cientistas da Europa.

“Este projeto vem estimular o diálogo necessário entre investigação e clínica”, defende o investigador e coordenador do programa no IGC, Luís Moita, sublinhando o contributo do ESMERALDA “para acelerar a identificação de soluções inovadoras quer no tratamento de doenças quer na promoção da saúde”.

“Precisamos urgentemente de cientistas com formação médica que desempenhem um papel crucial na aplicação de avanços em áreas de omics, big data, inteligência artificial ou microscopia de alta resolução para responder às necessidades dos pacientes no século XXI”, revela Michela Bertero, coordenadora do Gabinete de International and Scientific Affairs no Centre for Genomic Regulation (CRG), que coordena o programa de formação.

Michela Bertero sustenta que “a fragmentação dos sistemas de saúde na Europa significa que os programas europeus de MDPhD têm sido historicamente isolados, muitas vezes com falta de colaboração e mobilidade transfronteiriça.” 

Entretanto, o primeiro concurso, para um total de 12 vagas, já abriu. Cada posição será baseada num dos sete institutos anfitriões, com experiência anterior em programas de formação dirigidos a médicos. Numa lógica de cooperação alargada, há mais de 30 parceiros de 10 países europeus, incluindo universidades, hospitais, associações de pacientes, empresas farmacêuticas e editoras. E cada parceria está disponível para oferecer oportunidades de mobilidade, colaborações e formação à medida para médicos.  

O prazo inicial para as inscrições decorre até 14 de novembro.

Investir na Saúde é também investir na Formação
Editorial | Carlos Mestre
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Em março de 2021 existia em Portugal continental um total de 898.240 pessoas sem Médico de Família (MF) atribuído, ou seja, 8,7% da população não tem um acompanhamento regular com todas as medidas preventivas e curativas inerentes ao papel do especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF).

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