OM: mais que triplicou número de médicos inscritos desde o nascimento do SNS
DATA
16/09/2021 11:28:28
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Jornal Médico
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OM: mais que triplicou número de médicos inscritos desde o nascimento do SNS

Em 42 anos de Serviço Nacional de Saúde (SNS), o aumento exponencial do número de profissionais inscritos na Ordem dos Médicos (OM) reflete as “mudanças importantes" entretanto verificadas na sociedade portuguesa, destaca o bastonário Miguel Guimarães.

No ano em que nasceu o SNS — 1979 — a OM tinha um total de 18.486 médicos inscritos, universo que, em 2021, ascende já 59.697. O registo é nota de destaque em comunicado daquela ordem profissional, de que a agência Lusa fez notícia, a propósito do Dia do SNS, assinalado a 15 de setembro.

"A divisão entre homens e mulheres também conheceu importantes alterações (…). Há 42 anos estavam inscritos 13.177 médicos e 5.309 médicas, representando [respetivamente] 71,3% e 28,7%” do total, indica a OM. “Agora, em 2021, temos 26.340 médicos (44,1%) e 33.357 médicas (55,9%)".

O comunicado faz saber que a distribuição dos médicos nas várias regiões do País também sofreu mudanças. Em 1979, mais de metade (52,8%) estava inscrita na região Sul, 31% no Norte e 16,2% no Centro. Agora, a distribuição pelas mesmas geografias é, respetivamente, de 46,5%, 36,7% e 16,8%.

Miguel Guimarães precisou que o número de novos médicos tem vindo a crescer exponencialmente desde 2007, “registando-se nesse ano mais 1.005”, quando, na década de 90, o incremento médio anual situava-se nos 200.

"Pesem embora bastantes dificuldades que são conhecidas, a dedicação dos estudantes (…) e médicos, e de todos os professores e tutores que os acompanham neste processo, tem permitido ultrapassar o subfinanciamento e o défice no capital humano", argumenta.

“Neste dia especial, do aniversário do SNS, gostaria de deixar uma palavra de reconhecimento e gratidão a todos os médicos que de forma direta ou indireta contribuíram e continuam a contribuir para que os portugueses tenham uma melhor saúde. Uma palavra [também extensível] a todos os que foram mais afetados neste ano e meio de pandemia”, e em particular “deixo a minha homenagem aos que perderam a vida a salvar vidas”, enfatizou o bastonário.

A OM tem "um capital humano de excelência que faz toda a diferença nos locais onde está", seja no setor público, privado, social ou na investigação. No entanto, o bastonário "gostaria de ver o poder político a fazer mais para que o SNS volte a ser o local [também ele] de excelência, onde os médicos querem desenvolver a sua carreira e o seu percurso profissional". E reitera: “o nosso problema, como se vê pelos dados, não está na falta de médicos, mas sim na capacidade de os atrair para o SNS”.

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