OM e APMGF explicam razões para défice na fixação de médicos de família
DATA
17/09/2021 09:20:21
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Jornal Médico
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OM e APMGF explicam razões para défice na fixação de médicos de família

O Centro de Saúde de Algueirão e Mem Martins viu preenchidas apenas cinco das 29 vagas disponibilizadas no último concurso de colocação de recém-especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF). Esta é uma das notas que ressaltam da visita àquela unidade, por parte do bastonário da Ordem dos Médicos (OM) e do presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), que ali teve lugar a 15 de setembro, dia em que se assinalaram 42 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Temos (…) mais de um milhão de pessoas sem MF [médico de família]. Isto é para nós muito preocupante, porque a MGF é, contrariamente àquilo que disse recentemente o Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o suporte essencial do funcionamento de qualquer sistema de saúde. Portanto, o apelo que deixamos neste dia é o de que se reforce de forma substantiva a capacidade de resposta do SNS”, declarou na visita o bastonário da OM, Miguel Guimarães.

Na avaliação do presidente da APMGF, Nuno Jacinto, Portugal tem MF formados no SNS “em número suficiente para dar resposta às necessidades. O problema consiste em fixá-los”. E, acrescenta o mesmo responsável, “se não os conseguimos fixar – como sucedeu no recente concurso de recém-especialistas – eles acabam por ter outras opções e as vagas ficam vazias. Ora é isto que não pode acontecer (…)”.

O bastonário da OM faz questão de relembrar que “o País forma mais de 500 especialistas em MGF por ano”. Resulta daí, pelas suas contas, “que se todos fossem contratados (…) e todos aceitassem trabalhar no SNS, resolvíamos o problema de acesso aos MF num período de dois anos”.

Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?
Editorial | António Luz Pereira
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Nestes últimos dias tem sido notícia o número de vagas que ficaram por preencher, o número de jovens Médicos de Família que não escolheram vaga e o número de utentes que vão permanecer sem médico de família. Há três grandes razões para isto acontecer e que carecem de correção urgente para conseguir cativar os jovens Médicos de Família.

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