Internistas reiteram que a dor crónica deve ser reconhecida como doença
DATA
20/09/2021 17:15:26
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Internistas reiteram que a dor crónica deve ser reconhecida como doença

O Centro de Formação em Medicina Interna (FORMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza, a 8 e 9 de outubro, em Coimbra, um curso de “Dor Crónica”. Internos ou especialistas em Medicina Interna, médicos de outras especialidades e médicos do Ano Comum, são os destinatários desta ação formativa.

“Conhecer as indicações terapêuticas, dosagens e vias de administração, interações, contraindicações e efeitos secundários dos fármacos mais utilizados na dor crónica; (…) as principais formas de classificar a dor crónica; identificar as dimensões mais comuns que explicam a dor total e conhecer os principais mecanismos e vias de transmissão da dor”, constituem, segundo a SPMI, em comunicado, tópicos que percorrem o essencial do programa do curso.

O internista responsável pela formação, Paulo Reis Pina, frisa que a dor é um “fenómeno fisiológico de importância fundamental para a integridade física do indivíduo”. E faz notar que “a dor, e em particular a dor crónica, pode estar presente na ausência de uma lesão objetivável, ou persistir para além da cura da lesão que lhe deu origem”.

“Nesse contexto, a dor deixa de ser um sintoma para se tornar numa doença por si só, tal como foi reconhecido numa declaração emitida no Parlamento Europeu, em 2001, pela European Federation of IASP Chapters (EFIC)”, finaliza.

O curso terá duração de dois dias, num total de quinze horas de formação presencial, sendo estruturado por sessões expositivas e sessões teórico-práticas.

Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?
Editorial | António Luz Pereira
Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?

Nestes últimos dias tem sido notícia o número de vagas que ficaram por preencher, o número de jovens Médicos de Família que não escolheram vaga e o número de utentes que vão permanecer sem médico de família. Há três grandes razões para isto acontecer e que carecem de correção urgente para conseguir cativar os jovens Médicos de Família.

Mais lidas