Estudo indica que saúde da mulher está a ser pouco monitorizada

O primeiro Índice Mundial da Saúde das Mulheres (Global Women’s Health Index), um estudo que representa a saúde das mulheres e raparigas em todo o mundo, indicou que cerca de 1,5 mil milhões de mulheres afirmam não terem sido testadas, ao longo do último ano, para nenhuma das doenças que mais as afetam.

A iniciativa da Hologic, desenvolvida em parceria com a Gallup, uma empresa de pesquisa de opinião, identificou cinco dimensões da saúde da mulher que contribuem em 80% para a sua esperança média de vida: cuidados preventivos, perceções de saúde e segurança, saúde emocional, saúde individual e necessidades.

Em Portugal, o estudo apurou que a percentagem de mulheres que realizam exames preventivos é baixa. “As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são as menos monitorizadas, com 88% das mulheres a afirmarem nunca ter feito um exame para este tipo de infeções nos últimos 12 meses”, seguindo-se o cancro, com 64,5% a responderem “nunca ter realizado qualquer tipo de exame preventivo, e, para despiste à diabetes apenas 46,2% fizeram análises.”

“Os cuidados preventivos são um primeiro passo vital para combater doenças e infeções que afetam a esperança de vida e a fertilidade das mulheres”, esclarece a médica e vice-presidente de Global Medical Affairs da Hologic, Susan Harvey.

Frisa ainda que “falhar em garantir que as mulheres façam exames de rotina para o cancro, doenças e infeções sexualmente transmissíveis e doenças cardiometabólicas pode criar complicações maiores que, se fossem monitorizadas ou tratadas precocemente, poderiam ser evitáveis.”

Já Vipula Gandhi, Senior Managing Partner na Gallup, explica que o índice “oferece um ponto de partida” para a avaliação do estado da saúde das mulheres. “Esperamos que este estudo sirva como uma call to action para líderes e decisores de políticas de todo o mundo, porque são eles quem guia a recuperação global”, acrescenta.

Este “exame profundo e sem precedentes de fatores críticos para a saúde da mulher”, por país e território, e ao longo do tempo, baseou-se em respostas de 120 mil homens e mulheres, em 116 países e territórios, em mais de 140 línguas.

Saiba mais informações sobre o Índice Mundial da Saúde das Mulheres e os resultados do primeiro estudo aqui.

 

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Editorial | António Luz Pereira
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