Doença de Alzheimer: Estudo revela custos anuais equivalentes a 1% do PIB
DATA
28/09/2021 11:07:36
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Doença de Alzheimer: Estudo revela custos anuais equivalentes a 1% do PIB

A doença de Alzheimer tem custos anuais equivalentes a 1% do PIB, sendo responsável por cerca de 7% dos anos de vida perdidos por morte prematura, para pessoas com 65 ou mais anos, indica um estudo divulgado.

 

Conduzido pelo Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE), da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), o estudo “Custo e Carga da Doença de Alzheimer em Portugal” indicou que o impacto nos anos de vida perdidos é superior nas mulheres, 7,6%, enquanto nos homens é de 6,4%.

Segundo a investigação, que avalia a presença da patologia numa amostra da população residente em Portugal Continental com idade igual ou superior a 65 anos, “o País gasta todos os anos uma média de dois mil milhões de euros (em custos diretos médicos e não médicos) no combate à doença”, sendo que só os gastos com “cuidadores informais atingem cerca de 1,1 mil milhões de euros”.

Os resultados do estudo colocam em perspetiva duas prioridades para Portugal, a primeira “a necessidade de se refletir sobre o papel do cuidador informal e a importância de ter estratégias e políticas públicas que garantam a proteção social e financeira deste grupo”, mas também a relevância de “manter o foco na investigação científica e no desenvolvimento de tratamentos capazes de prolongar a qualidade de vida dos doentes”, esclarece a diretora do Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e membro do Grupo de Estudos do Envelhecimento Cerebral e Demência, Isabel Santana, citada em comunicado.

O estudo será apresentado numa iniciativa online organizada pela Alzheimer Portugal e que contempla um debate com especialistas.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.