Pandemia causou maior recuo na esperança de vida desde a II Guerra Mundial
DATA
28/09/2021 16:06:06
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Jornal Médico
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Pandemia causou maior recuo na esperança de vida desde a II Guerra Mundial

A pandemia de COVID-19 provocou perdas na esperança de vida que não se registavam desde a Segunda Guerra Mundial, indica um estudo da Universidade de Oxford publicado no Internacional Journal of Epidemiology. A dimensão das perdas na expectativa de vida foi notável na maioria dos 29 Estados estudados.

 José Manuel Aburto, um dos autores da investigação, adiantou que em países da Europa Ocidental como Itália, Bélgica e Espanha “a última vez que se observaram descidas tão importantes da esperança de vida à nascença num só ano foi durante a Segunda Guerra Mundial”.

A equipa reuniu um conjunto de dados sem precedentes sobre mortalidade em 29 países, dos que tinham publicado registos oficiais de óbitos em 2020. Os mesmos indicam que 27 dos 29 países passaram por reduções na esperança de vida em 2020 “a uma escala que anulou anos de progressos na mortalidade”, esclareceu a Universidade de Oxford.

Na grande maioria dos países, os homens tiveram uma descida maior do que as mulheres. As mulheres de 15 países e os homens de 10 teriam uma esperança de vida à nascença menor em 2020 do que em 2015, um ano que já foi afetado negativamente por uma época de gripe significativa.

A investigação indicou também que as mulheres de oito países e os homens de 11 tiveram perdas superiores a um ano. Esses mesmos países demoraram uma média de 5,6 anos a conseguir um aumento de um ano na esperança de vida nos últimos tempos, “um progresso que a covid-19 anulou no decurso de 2020”.

Na Europa, “o aumento da mortalidade acima dos 60 anos foi o que mais contribuiu”, acrescentou.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
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