Há sinal de vida na contratualização?
DATA
11/10/2021 12:33:33
AUTOR
Jornal Médico
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Há sinal de vida na contratualização?

O vice-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), António Pereira, é da opinião de que a visão que se tem da “contratualização às vezes não é a mais correta”. A moderar a sessão intitulada de “Contratualização”, que se realizou no 38.º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar (ENMGF), frisou que o debate pretendeu demonstrar que esta “está bem viva”.

“Nesta sessão falámos dos novos desenvolvimentos esperados para a contratualização, nomeadamente as ferramentas que estão disponíveis no sistema de dados mestre, na parte da inclusão do contexto e também no desempenho das unidades de alguns novos indicadores e métricas que vão ser incluídas neste processo”, sublinhou António Pereira.

Na mesma linha, o médico de família André Biscaia salientou que “a contratualização como a conhecemos atualmente está morta, a COVID também não a poupou”. “Certamente a contratualização vai continuar a estar entre nós durante muito tempo e, portanto, precisamos de novos modelos, mais adaptados. Por isso, longa vida à contratualização”, aludiu.

Segundo o médico de família Nuno Sousa, 2022 será o ano que se vai poder fazer “um novo recomeço do processo de contratualização”. Referiu ainda alguns pontos que vão desde a colocação do “acesso, da satisfação e da qualidade técnico-científica daquilo que é prestado, no centro do processo da contratualização e obviamente negociando com a administração, recursos humanos e materiais para que as unidades possam prestar adequadamente os cuidados de saúde”.

Já o diretor do departamento de Gestão e Financiamento de Prestações de Saúde da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), António Duarte, deixa a nota de que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem uma “reforma específica para os Cuidados de Saúde Primários (CSP) com um investimento considerável”. “Como tal, é preciso aproveitar todo este potencial porque acaba por ser uma grande oportunidade e um grande desafio para podermos quer equipar, quer mudar em termos organizacionais a prestação de cuidados de saúde”, relevou.

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