Utentes têm perceção favorável sobre medicamentos genéricos

A Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (APOGEN) divulgou hoje os resultados do “Estudo de Perceção dos Medicamentos Genéricos (MG) em Portugal”, desenvolvido pela GfK Metris. A investigação revelou que os utentes têm uma perceção favorável, com 85% dos inquiridos a considerar a sua existência como “positiva” ou “muito positiva”. O estudo foi realizado junto de utentes, especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) e farmacêuticos comunitários, com o objetivo de saber qual a adesão dos portugueses aos MG e o respetivo papel na saúde nacional.

Três quartos da população inquirida equiparam os medicamentos genéricos aos medicamentos originadores em termos de qualidade, eficácia, segurança e regulação/controlo e afirmam seguir a terapêutica se prescrita/recomendada pelo médico.

Na mesma linha, 80% dos especialistas em MGF tem a mesma perceção que os utentes, destacando como principal vantagem o preço. Para estes especialistas, os fatores decisivos para a prescrição destas soluções terapêuticas são a condição económica do doente, a diferença de preço e as classes terapêuticas.

Também os farmacêuticos comunitários têm uma perceção favorável dos medicamentos genéricos com a quase totalidade a recomendar estas soluções.

Nos últimos dez anos, os MG já permitiram libertar recursos das famílias e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no valor de cerca de 4,3 mil milhões de euros. Este valor corresponde a quase dois anos de despesa do SNS com medicamentos.

A presidente da APOGEN, Maria do Carmo Neves, desafia todos os intervenientes do setor a unirem-se de modo a que consigam “que estas tecnologias de saúde representem em Portugal níveis de adoção idênticos aos encontrados nos países europeus mais desenvolvidos economicamente.” Neste momento, a quota de mercado em Portugal é de cerca de 49%, o que significa que apenas cinco em cada dez utentes beneficiam dos medicamentos genéricos.

“Considerando que, no caso nacional, as despesas das famílias, em relação à saúde, são das mais altas na Europa, a evolução da quota dos medicamentos genéricos representa uma oportunidade em crescimento, já que a sua elevada adesão espelha um importante indicador de desenvolvimento social”, reforça Maria do Carmo Neves.

As conclusões do estudo foram apresentadas na conferência “Desafios Genéricos da Saúde”, que decorreu nas instalações da Impresa e via live streaming no Facebook da SIC Notícias, em parceira com o Jornal Expresso.

Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?
Editorial | António Luz Pereira
Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?

Nestes últimos dias tem sido notícia o número de vagas que ficaram por preencher, o número de jovens Médicos de Família que não escolheram vaga e o número de utentes que vão permanecer sem médico de família. Há três grandes razões para isto acontecer e que carecem de correção urgente para conseguir cativar os jovens Médicos de Família.

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