Nasceu o escape room que põe à prova as competências clínicas dos profissionais de saúde
DATA
13/10/2021 17:05:56
AUTOR
Jornal Médico
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Nasceu o escape room que põe à prova as competências clínicas dos profissionais de saúde

Uma sala, uma equipa de médicos, 45 minutos. Conseguirão salvar o doente a tempo? Este é o ponto de partida do Hospital Getaway – Clinical Escape Game, um jogo desenhado por e para médicos que desafia as equipas a resolver casos clínicos inesperados, críticos ou emergentes. Desenhado pela Nobox com o apoio da UpHill, o escape game está disponível no recém-inaugurado centro de simulação do Hospital da Luz Learning Health.

 “No caso dos serious games aplicados à educação, o conceito é simples: utilizar os princípios do jogo – como a curiosidade, a competição e os desafios – para proporcionar uma experiência de formação imersiva e envolvente que conduz à aquisição de competências específicas. A aplicabilidade destas metodologias é infinita, uma vez que podem ser desenhadas em torno de qualquer objetivo pré-definido”, esclarece o médico e cofundador da Nobox Diogo Silva, em comunicado.

O jogo desenrola-se num ambiente em tudo “semelhante ao da rotina hospitalar dos médicos”, com a diferença de que ali não há doentes a sério. Através de um software de simulação, os participantes podem aceder à história clínica do doente, pedir exames, analisar os resultados, prescrever fármacos e realizar todas as outras tarefas que fariam num contexto real.

Além desta abordagem que potencia o treino do raciocínio clínico, os médicos serão também convidados a “pôr as mãos na massa”, podendo ter de realizar um ou mais gestos clínicos, num dos mais de 100 simuladores disponíveis.

Em cada sessão, um grupo de até cinco médicos terá de garantir os melhores cuidados clínicos, enquanto enfrenta os constrangimentos do terreno na área da saúde. “Para sair deste desafio é preciso ter os conhecimentos e competências clínicas específicas, mas também conseguir trabalhar em equipa, de forma coordenada e eficaz, para ultrapassar os desafios e resolver as armadilhas criadas no cenário do jogo”, pode ler-se em nota enviada. 

No final de cada sessão, as equipas recebem um relatório de análise, estruturado de acordo com as competências comportamentais e desempenho clínico observados durante o jogo. “Desta forma, conseguimos entregar a cada pessoa insights úteis para a melhoria das competências comportamentais preponderantes para a prática diária em saúde, mas também uma análise da performance clínica da equipa, comparando aquilo que foi feito com as melhores práticas”, concluiu Diogo Silva.

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