66% dos portugueses têm acesso a subsistemas, seguros ou planos de saúde
DATA
22/10/2021 13:05:05
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Jornal Médico
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66% dos portugueses têm acesso a subsistemas, seguros ou planos de saúde

O estudo “A Saúde dos Portugueses” revelou que 66% dos inquiridos acedem a subsistemas, seguros ou planos de saúde, sendo que para estes, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os privados têm papéis distintos, mas são usados de forma complementar. Esta investigação foi realizada no âmbito dos 25 anos da Médis, com coordenação da Return On Ideas.

 

Analisando a amostra, “49% (…) possuem um seguro/plano de saúde, 40% subscrevem pelo menos um seguro e 35% têm acesso a um subsistema de saúde”. Contudo, “1/3 dos inquiridos não tem acesso a nenhuma destas alternativas, estando a sua gestão da saúde mais dependente do SNS ou dos seus recursos financeiros”.

Foi demonstrado ainda que este universo, com idades compreendidas entre os 18 e os 55 anos, é o que mais beneficia de um seguro de saúde, “assim como as pessoas com rendimento adequado ou acima das necessidades do agregado”.

Quando questionados se no acompanhamento da doença recorrem ao público ou ao privado, “64% dos inquiridos admitem recorrer essencialmente ao SNS e 31% ao privado”. No que diz respeito aos motivos que os levam a recorrer ao público, estão na lista as “questões financeiras” (58%), “concentração da informação clínica” (32%) e “maior confiança nos profissionais de saúde” (26%).

Por outro lado, os que admitem recorrer mais ao privado dizem fazê-lo por ser “mais fácil aceder a consultas/tratamentos (66%)”. O facto de o “serviço público não dar respostas atempadas” (47%) e a convicção de que “o privado é mais indicado para os meus problemas de saúde" (16%) são outros motivos assinalados pelos inquiridos.

No que toca à existência de escolhas e alternativas, 57,5% dos inquiridos reportam ter inúmeras opções de escolha em serviços e recursos de saúde. “Esta percentagem aumenta entre quem tem acesso a um subsistema (72%), a um seguro ou plano (59%), ou mesmo a ambos (73%), e diminui junto dos que estão apenas dependentes do SNS (40%). De igual modo, o peso dos inquiridos que consideram ter poucas opções é bastante maior entre quem habitualmente recorre ao público (31%) face a quem recorre ao privado (15%)”, pode ler-se no estudo. 

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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