OM considera um erro profissionais de saúde não serem considerados para terceira dose
DATA
03/11/2021 14:40:01
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




OM considera um erro profissionais de saúde não serem considerados para terceira dose

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, considerou ser “um erro, neste momento, os profissionais de saúde não estarem já a ser considerados para receber a terceira dose” da vacina contra a COVID-19. Esta chamada de atenção surge quando se começa a prever uma sobrelotação das urgências.

O bastonário da OM constatou que a época outono/inverno é “tradicionalmente complicada”, porque há mais doentes com sintomas respiratórios, que podem ser gripe, constipação ou COVID-19. 

“Neste momento, já percebemos que a terceira dose vai ser necessária, existem estudos recentes que demonstram que a partir de uma determinada altura há uma quebra na proteção”, adiantou à agência Lusa. Miguel Guimarães alertou que, 10 meses depois de as pessoas começarem a ser vacinadas, se constata que “uma percentagem significativa” da população infetada tem a vacinação completa.

Por outro lado, começa também a perceber-se que, dos doentes internados com COVID-19 e que vão para cuidados intensivos, “uma percentagem não tão significativa, mas considerável, também são pessoas que já foram vacinadas”.

Esta realidade reflete que “as vacinas têm uma durabilidade e que vai ser necessário fazer um reforço”, disse o bastonário, defendendo que o processo de vacinação deverá decorrer como foi no início, mas “o Estado e a Direção-Geral da Saúde ainda não tomaram essa decisão”.

“É fundamental” que os profissionais de saúde sejam rapidamente vacinados com a terceira dose da vacina contra a COVID-19 e contra a gripe sazonal para não adoecerem porque vão ser necessários “mais do que nunca”.

“As urgências vão estar completamente entupidas com a gripe, com os doentes com doenças crónicas, como a diabetes, a insuficiência cardíaca, que não foram vigiados durante este tempo e estão a ter grandes descompensações e recorrem ao serviço de urgência, às vezes, com situações potencialmente graves”, alertou.

Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro

O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.