Estudo indica que apenas 42% dos portugueses considera que é acompanhado por um médico
DATA
10/11/2021 09:37:58
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Jornal Médico
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Estudo indica que apenas 42% dos portugueses considera que é acompanhado por um médico

O estudo “A Saúde dos Portugueses”, uma iniciativa que marca os 25 anos da Médis, em colaboração com a Return On Ideas, revelou que apenas 42% dos portugueses considera ter um médico que conhece totalmente e acompanha o seu estado de saúde. Já 72% admitiram que ter um “bom médico” é um dos aspetos mais determinantes para uma pessoa se sentir bem acompanhada em termos de saúde.

Segundo o estudo, no topo de prioridades de ação, os indivíduos indicam ter uma “maior preferência por marcar uma consulta no médico de família /médico assistente (25%) ou pela ida a um centro de saúde (24%), no entanto, o mesmo não se regista na região de Lisboa onde apenas 17% confirma recorrer a um Centro de Saúde (vs. 27% no Porto ou 31% no Alentejo). Já a opção de contactar a linha SNS 24 cai para 17%”.

No que diz respeito ao contacto direto com um médico assistente, “87% dos inquiridos admite perentoriamente que não o faria, já que prefere ser vistos presencialmente (35%)”, no entanto, para os inquiridos que têm médico assistente, estes apontam ter “maior facilidade de acesso do que quem tem médico de família, pelo que se intui serem figuras diferentes”.

No entanto, existem alguns fatores a considerar na avaliação do médico de família atribuído pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), já que “não existem discursos consistentes”, uma vez que tanto se encontram pessoas satisfeitas, como pessoas muito insatisfeitas, seja por motivos atribuíveis ao processo ou ao próprio médico.

Além disso, o estudo mostra que se assiste a uma desigualdade entre regiões na distribuição do médico de família do SNS, sendo Lisboa a região onde mais pessoas referem não ter médico de família atribuído (19%).

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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