COVID-19: Sazonalidade e diminuição do efeito da vacina explicam aumento de casos
DATA
10/11/2021 09:51:55
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Jornal Médico
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COVID-19: Sazonalidade e diminuição do efeito da vacina explicam aumento de casos

A sazonalidade e a diminuição da efetividade da vacina contra a COVID-19 podem explicar o aumento do número de casos, adiantou um especialista, frisando que a tendência se manterá se não houver um reforço da terceira dose.

“Existem dois fatores principais que entram aqui em jogo. Por um lado, o arrefecer da temperatura e, portanto, a sazonalidade que favorece o aumento da transmissão e por outro, a diminuição da efetividade da vacina ao longo do tempo”, notou Óscar Felgueiras, especialista em epidemiologia da Universidade do Porto (UP).

Em declarações à Lusa, o disse ser previsível que a tendência de crescimento de novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2 se mantenha “semelhante” à verificada nas últimas quatro semanas, ainda que tal não seja “garantido”.

“Por enquanto, temos tido um ritmo de crescimento moderado, mas não é garantido que assim continue. Há de facto o risco de termos mais casos a um ritmo maior”, observou, relevando que é por isso importante um “reforço da proteção”, nomeadamente ao nível da terceira dose da vacina.

“Há estudos sobre a efetividade da 3.º dose da vacina que mostram que esta aumenta a proteção significativamente e é de todo aconselhável que os mais idosos se protejam”, evidenciou.

Ainda que em Portugal se espere um “menor impacto em números de novos casos” dada a cobertura vacinal face a outros países europeus, que atingem agora novos máximos de infeções, o especialista defendeu que a terceira dose da vacina é “particularmente crucial”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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