Investigadores do Porto desenvolvem vacina comestível contra a COVID-19
DATA
12/11/2021 14:30:10
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Jornal Médico
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Investigadores do Porto desenvolvem vacina comestível contra a COVID-19

Uma equipa de investigadores do Instituto Politécnico do Porto (IPP) produziu uma contra a COVID-19 comestível, em formato de iogurte e sumo de frutos. A ideia, que está a ser maturada desde o aparecimento da pandemia, começou a ganhar forma há cerca de seis meses.

 

“Neste momento, estão a decorrer os ensaios `in vitro´ e, brevemente, começam aqueles feitos em animais”, contou à Lusa um dos responsáveis pelo Laboratório de Biotecnologia Médica e Industrial – LaBMI do IPP, Rúben Fernandes, adiantando que estes vão ser feitos em ratos, peixes e numa espécie de minhoca muito pequena”.

O biólogo explicou que esta vacina, assim que finalizada poderá ser ingerida em iogurte ou sumo de frutas e tem como particularidade ter por base plantas de frutos e probióticos geneticamente modificados.

Realçando que a ideia desta vacina é que ela chegue facilmente ao utilizador final, apontou as diferenças entre as atuais e esta: “as atuais estimulam a neutralização do vírus e esta estimula a imunidade”.

“Portanto, ambos são produtos preventivos, mas neste caso a vacina, vou dizer convencional, neutraliza uma infeção e as vacinas comestíveis têm a propriedade de poderem potenciar as outras vacinas comuns”, esclareceu, frisando que “as vacinas vão poder conjugar os probióticos ou plantas geneticamente modificadas ou usar apenas um deles”

Rúben Fernandes adiantou que usando apenas probióticos esta vacina poderá ser uma realidade entre “seis a um ano” porque são bactérias que podem ser rapidamente transformadas. Já utilizando os frutos, a sua concretização “será bastante mais longa” porque as plantas têm de crescer e dar frutos para que possam ser utilizados na indústria e transformados em sumo, elucidou.

Ressalvando que a vacina está a ser financiada exclusivamente com fundos próprios, observou que vão, numa fase final, ter de se unir a parceiros industriais da área alimentar para a vacina chegar ao consumidor final e ganhar escala.

“Vai ser a indústria que vai decidir que tipo de produto é que vai querer, nós vamos é poder oferecer-lhes várias opções”, finalizou.

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