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Portugal é o País da OCDE onde a remuneração dos médicos mais diminuiu
DATA
15/11/2021 09:34:18
AUTOR
Jornal Médico
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Portugal é o País da OCDE onde a remuneração dos médicos mais diminuiu

Portugal é o País da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde a remuneração dos médicos mais diminuiu, em termos reais, nos últimos anos. Esta é uma das principais conclusões que constam do relatório Health at a Glance.

“Em alguns países, como Portugal, Eslovénia e Reino Unido, a remuneração dos médicos caiu em termos reais entre 2010 e 2019”, alerta a OCDE. Esta quebra foi sentida, sobretudo, entre 2010 e 2012, sendo que a recuperação a que se assistiu depois dessa data foi “residual e insuficiente” para que o valor recebido em 2019, em termos reais, superasse o de 2010, continuando a ser inferior ao que era dez anos antes.

Segundo o relatório, a tendência de Portugal é contrária à verificada na maior parte dos países da OCDE, onde a remuneração dos médicos aumentou desde 2010, ainda que em percentagens que variam nos diferentes países. Além de Portugal, só Reino Unido, Eslovénia, Austrália, Costa Rica e México viram os salários dos médicos cair.

Já do lado das famílias a situação também sofreu um agravamento, com “30% dos gastos totais com a Saúde em Portugal a serem diretamente suportados pelos cidadãos”. Nos chamados pagamentos out-of-pocket, isto é, nos suportados diretamente pelas famílias, houve um “acréscimo de cinco pontos percentuais em Portugal, para 30%, de seis pontos na Grécia (para 35%) e de três pontos em Espanha (para 22%)”.

No relatório, a Organização analisou, ainda, muitos outros indicadores, nomeadamente o acesso presencial aos cuidados de saúde primários (CSP) revelando que foi mais prejudicado em Portugal do que noutros países da OCDE com dados comparáveis.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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