Estudo indica que poluição por partículas provocou 307 mil mortes prematuras na UE em 2019
DATA
15/11/2021 14:27:16
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Jornal Médico
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Estudo indica que poluição por partículas provocou 307 mil mortes prematuras na UE em 2019

A poluição por partículas finas provocou 307 mil mortes prematuras na União Europeia (UE) em 2019, número que diminuiu em mais de 10% num ano, segundo o relatório divulgado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA).

De acordo com o estudo, citado pela Agência France Presse (AFP), “mais de metade daquelas vidas poderiam ter sido salvas, caso os 27 estados-membro cumprissem as novas metas de qualidade do ar recentemente definidas pela Organização Mundial de Saúde [OMS]”, sendo que em 2018, o número de mortes ligadas às partículas finas PM 2,5 (partículas em suspensão no ar com diâmetro inferior a 2,5 micrómetros) foi de 346 mil.

Já a queda em 2019 explica-se em parte pelas condições climáticas favoráveis, mas sobretudo pela melhoria progressiva da qualidade do ar na Europa.

Entre os principais Países da UE, a poluição por partículas finas foi responsável em 2019 por “53.800 mortes prematuras na Alemanha, 49.900 em Itália, 29.800 em França e 23.300 em Espanha”.  A Polónia é o País mais afetado em relação à sua população, com 39.300 mortes.

A AEA recorda que as doenças cardíacas e os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são as causas “mais frequentes de mortes prematuras imputáveis à poluição atmosférica, seguidas pelas doenças pulmonares e os cancros do pulmão”. Nas crianças pode prejudicar o desenvolvimento dos pulmões, provocar infeções respiratórias e agravar a asma.

A UE estabeleceu como meta a redução do número de mortes prematuras por partículas finas em pelo menos 55% até 2030, em comparação com níveis de 2005. Caso haja uma diminuição ao ritmo atual, a AEA estima que este objetivo será atingido em 2032.

Contudo, as tendências de envelhecimento e urbanização poderão afetar alguns ganhos de saúde associados à redução das concentrações de poluição atmosférica. “Uma população mais envelhecida é mais sensível à poluição atmosférica e uma taxa de urbanização mais elevada geralmente significa que mais pessoas estão expostas a concentrações de partículas finas, que tendem a ser mais elevadas nas cidades”, frisou a AEA.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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