DGS quer combater infeções hospitalares e reduzir resistência aos antibióticos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Fundação Calouste Gulbenkian vão assinar um memorando de entendimento que pretende combater as infeções hospitalares e reduzir o uso excessivo de antibióticos.

A parceria vai ser formalizada no Dia Europeu do Antibiótico e visa a implementação, em 12 instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de dois projetos: Desafio STOP Infeção Hospitalar 2.0 e Desafio Boas Escolhas, Melhor Saúde.

O Desafio STOP Infeção Hospitalar 2.0, será executado durante os próximos três anos pela DGS, através do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) que conta com o apoio da Fundação Gulbenkian e do Institute for Healthcare Improvement.

O objetivo será replicar um projeto semelhante promovido entre 2015 e 2018, que permitiu “reduzir as infeções hospitalares em mais de 50%, em 12 instituições hospitalares nacionais”, informaram as instituições envolvidas, em comunicado enviado à Lusa.

“O combate às infeções hospitalares tem um impacto direto não só na morbimortalidade, mas também na redução do consumo de antibióticos e da emergência de estirpes bacterianas resistentes e na diminuição de custos hospitalares”, realçaram.

No que diz respeito ao projeto “Desafio Boas Escolhas, Melhor Saúde” a intenção é “acelerar a diminuição da sobreutilização de antibióticos em cuidados de saúde primários e hospitalares do SNS, na ordem dos 20%”, é referido.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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