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Diminuição de rastreios de VIH pode aumentar infeções por décadas
DATA
22/11/2021 15:29:48
AUTOR
Jornal Médico
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Diminuição de rastreios de VIH pode aumentar infeções por décadas

A pandemia de COVID-19 originou uma redução de 26% nos testes do VIH realizados em países europeus em 2020, podendo resultar no aumento de infeções nas próximas décadas.

“As consequências da interrupção dos sistemas de saúde incluirão um aumento de novas infeções que podem continuar por décadas, bem como um ressurgimento das taxas de SIDA e mortalidade em indivíduos que não conseguiram ter acesso aos testes e que tiveram acesso tardio aos cuidados”, refere o relatório que será apresentado em Lisboa, conforme noticia a agência Lusa.

Este estudo, que abrangeu 44 países de quatro continentes, incluindo Portugal, serão apresentadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no lançamento da Semana Internacional e Europeia do Teste, que começa hoje.

Os dados sobre o impacto da pandemia no rastreio do vírus da imunodeficiência humana (VIH) adiantam que, entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2020, em relação ao período homólogo de 2019, verificou-se uma redução de 26,19% no número de testes em países europeus, que baixou de 204.610 para 151.019.

“Encontramos um aumento na percentagem de testes positivos em todos os continentes, variando de 2,19% em África a 43,95% na Europa”, adianta o estudo que recorreu a dados da AIDS Healthcare Foundation.

O relatório em causa refere que os países de África e da América Latina apresentaram reduções de 7,14% e 24,31% relativamente às consultas presenciais, enquanto os países europeus e asiáticos tiveram um ligeiro aumento no número de consultas em 2020.

Por outro lado, os países africanos, asiáticos e latino-americanos registaram reduções no número de novas inscrições nos serviços de saúde, que variaram entre 32,05% e 56,26%, ao contrário dos países europeus, onde se verificou uma evolução positiva deste indicador.

Os autores esperam que a vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2 “ajude os serviços de VIH a recuperar do impacto substancial da pandemia”, defendendo ainda que, para minimizar estes impactos, são necessárias “estratégias para melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento nos períodos pandémico e pós-pandémico”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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