CHEDV com investimento de 4,5 ME para nova unidade de internamento em psiquiatria
DATA
30/12/2021 09:40:51
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Jornal Médico
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CHEDV com investimento de 4,5 ME para nova unidade de internamento em psiquiatria

O Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) vai ter um investimento superior a 4,5 milhões de euros, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para a criação da nova unidade de internamento em psiquiatria. Através do mesmo, as medidas previstas no programa “Reforma de Saúde Mental” do Serviço Nacional de Saúde (SNS), estarão concluídas até final de 2026.

O contrato que garante este financiamento foi assinado numa cerimónia presidida pelo Presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), onde foi celebrado o compromisso de investimento com o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV).

“A assinatura deste contrato passou a figurar como um dos mais importantes momentos da história do CHEDV. Em primeiro lugar porque este é o maior investimento feito na instituição depois da construção do Hospital de S. Sebastião. Em segundo lugar porque corresponde à continuação de uma estratégia de desenvolvimento da resposta na área da saúde mental, na qual nos temos diferenciado em todas as áreas do ambulatório e à qual faltava a resposta de internamento”, frisou o presidente do Conselho de Administração do CHEDV, Miguel Paiva. 

Pode ler-se em comunicado, que o objetivo “é eliminar os internamentos de agudos em hospitais psiquiátricos ou em hospitais distantes da área de residência dos doentes e reduzir para metade os internamentos no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa e no Hospital de Magalhães Lemos, no Porto”.

A concretização das medidas relativas à Saúde Mental visa garantir que a assistência em internamento psiquiátrico seja realizada em unidades situadas em hospitais gerais, e não em hospitais psiquiátricos, os quais não dispõem das valências médicas e de diagnóstico existentes nos hospitais gerais.

A criação desta unidade, que terá 30 camas, pretende ainda garantir que o internamento ocorra em unidades próximas dos locais de residência dos doentes, acabando com as assimetrias regionais e que o doente recebe os cuidados de psiquiatria no hospital geral da sua área, onde já recebe os cuidados das outras áreas da saúde, evitando a separação entre cuidados físicos e cuidados psiquiátricos.

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