SNS com novo reforço de 84 milhões para hospitais
DATA
03/01/2022 14:58:55
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Jornal Médico
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SNS com novo reforço de 84 milhões para hospitais

O Governo vai reforçar financeiramente os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com 84 milhões de euros, anunciou o gabinete da ministra da Saúde, para que os hospitais comecem o novo ano “com uma situação financeira mais robusta”.

Em nota enviada, o gabinete de Marta Temido avança que o reforço de 84 milhões de euros servirá para “aumentar a capacidade de resposta e de produção do SNS e reduzir a dívida”.

“Este [reforço] junta-se aos anteriores reforços para regularização de pagamentos, realizados em agosto e no início de dezembro, fazendo de 2021 o ano em que houve um maior reforço para pagamento de dívida: 1.064 milhões, cerca do dobro do reforço do ano passado, que foi de 560 milhões de euros”, pode ler-se em comunicado.

No comunicado do Ministério da Saúde, o Governo acrescenta que com o reforço de 84 milhões de euros os hospitais do SNS vão poder “iniciar um novo ano com uma situação financeira mais robusta, melhor preparados para dar respostas de Saúde aos cidadãos”.

Por outro lado, destaca que ainda em 2021 houve aumentos de capital para apoiar investimentos dos hospitais e administrações regionais de saúde, no montante global de mais de 150 milhões de euros, justificando que se trata de um “investimento adicional” para preparar as entidades de saúde e “apoiar um ano de grande recuperação de atividade assistencial”.

“Até novembro, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde tinham realizado o maior número de consultas e cirurgias de sempre: mais de 11,5 milhões de consultas médicas (+12% do que no período homólogo de 2020) e mais de 654 mil intervenções cirúrgicas (+23,5% do que homólogo do ano passado)”, refere a nota.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.