Isolamento de infetados assintomáticos passa para sete dias
DATA
05/01/2022 14:28:09
AUTOR
Jornal Médico
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Isolamento de infetados assintomáticos passa para sete dias

O período de isolamento para as pessoas assintomáticas que testam positivo à COVID-19 e têm doença ligeira passa a ser de sete dias, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS). As normas atualizadas também reduzem para sete dias o isolamento dos contactos de alto risco, mas alteram as definições destes contactos.

Segundo as normas, passam a ser considerados contactos de alto risco os coabitantes do caso confirmado, exceto se tiverem esquema vacinal completo com dose de reforço, quem resida ou trabalhe em lares ou outras respostas dedicadas a pessoas idosas, comunidades terapêuticas e de inserção social, bem como em centros de acolhimento temporário, de alojamento de emergência e na rede de cuidados continuados.

A DGS definiu que as pessoas assintomáticas e quem tem sintomas ligeiros ficam em autovigilância e não precisam de fazer teste no sétimo dia para saírem do isolamento, sendo que o período de isolamento será de 10 dias para quem desenvolve doença moderada e 20 para quem desenvolve doença grave e para quem tem problemas de imunodepressão, independentemente da gravidade da evolução clínica.

Indica ainda que as pessoas assintomáticas com resultado positivo devem autoisolar-se, “interrompendo o autoisolamento para a realização de teste laboratorial, quando indicado”, e podem fazer testes rápidos de antigénio de uso profissional (TRAg) ou testes moleculares (TAAN).

A norma define que os assintomáticos podem igualmente fazer autoteste, “caso não seja possível a realização de um TRAg ou TAAN no prazo de 24 horas” e, nesse caso, devem contactar o SNS24, através do qual recebem a requisição para realização de TAAN ou TRAg (confirmatório), informação relativa à declaração de isolamento e o folheto de recomendações e medidas a observar.

Esclarece igualmente que as pessoas com infeção confirmada que sejam assintomáticas à data do diagnóstico têm indicação para autocuidados e isolamento no domicílio e, caso desenvolvam sintomas, devem contactar o SNS24. Já quem apresente quadro de infeção respiratória aguda com tosse de novo ou agravamento do padrão habitual, febre ou dificuldade respiratória e/ou perturbações no olfato ou diminuição ou perda de paladar, independentemente do estado vacinal, deve comunicar ao SNS24.

Ficarão ainda em autocuidados e isolamento no domicílio as pessoas que tiverem sintomas ligeiros como febre por período inferior a três dias e/ou tosse, ausência de dificuldade respiratória, vómitos ou diarreia e se não tiverem doenças crónicas descompensadas ou condições associadas a risco de evolução para a COVID-19 com gravidade.

Para o rastreio de contactos, a norma define que, no atual contexto epidemiológico, “é privilegiada a identificação dos contactos de alto risco de caso confirmado de infeção”. Os contactos de alto risco devem realizar testes laboratoriais o mais precocemente possível até ao 3.º dia e um segundo teste ao 7.º dia, que definirá o fim do período de isolamento. Já os restantes são aconselhados a fazer apenas um teste o mais precocemente possível, até ao 3.º dia do contacto com o caso confirmado.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
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Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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