FPP lança campanha para incentivar a deixar de fumar e oferece apoio
DATA
14/01/2022 12:52:56
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Jornal Médico
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FPP lança campanha para incentivar a deixar de fumar e oferece apoio

A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) lançou uma campanha de incentivo aos portugueses a deixarem de fumar, para diminuir a prevalência e a gravidade das doenças ligadas ao tabaco, e nos primeiros 100 contactos vai oferecer apoio médico.

“Todos os dias atuamos para ajudar os portugueses a tomarem decisões positivas em prol da sua saúde respiratória e esta campanha visa precisamente alertar e consciencializar para os seus malefícios. Aproveitando o início do ano, marcado por muitas resoluções, queremos incentivar os portugueses a escolher a sua saúde respiratória e pulmonar”, disse o presidente da FPP, José Alves.

A campanha “Deixe de Fumar e Respire de Alívio” pretende mostrar as alternativas e metodologias para a desabituação tabágica, lembrando que o tabaco é a principal causa de várias doenças, entre elas o cancro do pulmão, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares.

O responsável frisou que para se diminuir a prevalência e a gravidade das doenças ligadas ao tabaco é preciso apostar no diagnóstico precoce e impedir a doença diminuindo a carga tabágica e, para isso, “é preciso convencer as pessoas deixarem de fumar”.

Para os casos mais graves em que é preciso apoio médico, a FPP, através da sua plataforma, vai oferecer ajuda nos primeiros 100 contactos, sendo que, além da consulta/apoio médico, a FPP vai disponibilizar também a realização de espirometria (exame para diagnosticar a DPOC), bem como pretende avançar com a reabilitação respiratória domiciliária.

“Há 2% dos doentes com DPOC a fazer reabilitação respiratória. E, no entanto, é tão importante quanto a terapêutica médica”, esclareceu José Alves, sublinhando que a plataforma permite ir a casa do doente.

O responsável salientou que a DPOC é uma doença muito subdiagnosticada e estima que em Portugal haja entre 600 mil a 800 mil pessoas com DPOC, mas apenas 130 mil estão identificados nos centros de saúde. Destes, “nem metade tem espirometria feita”.

De acordo com a FPP a diminuição da prevalência do hábito tabágico tem como resultado individual uma maior qualidade e esperança de vida e, a nível coletivo, implica uma “diminuição importante” nos óbitos (a cada 50 minutos morre uma pessoa em Portugal por doenças atribuíveis ao tabaco) e nos internamentos.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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