Bastonário da OM defende acordos com clínicos do privado para garantir médico de família
DATA
17/01/2022 14:20:25
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Bastonário da OM defende acordos com clínicos do privado para garantir médico de família

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, defendeu que enquanto não houver médicos de família em número suficiente, o Governo deve fazer acordos com clínicos do setor privado ou social para garantir o acesso aos cuidados primários de saúde (CSP).

“Até termos os médicos suficientes dentro do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na área dos cuidados saúde primários, é possível fazer acordos com médicos que estejam fora [do SNS] para que nenhum utente esteja sem médico de família”, frisou o bastonário no seminário online “Saúde em Dia”, promovido pela Universidade Portucalense (UPT).

Miguel Guimarães indicou ainda que atualmente existem “mais de um milhão de pessoas sem médico de família, sem que o problema, apesar das sucessivas promessas, esteja resolvido”.

Segundo os dados que revelou, “em fevereiro de 2019 eram 688 mil os utentes sem médicos de família, em junho de 2021 850 mil, em julho de 2021 1,1 milhão e neste momento, mais de 1,2 milhões.

O bastonário afasta a ideia de que é por falta de clínicos que o problema não está resolvido, indicando que, neste momento, existem mais de 1.500 médicos de família a trabalhar exclusivamente no setor privado ou social.

“Nós para termos a cobertura deste mais de um milhão e cem mil [utentes] que está em falta, bastavam-nos 600 médicos de família “, adiantou.

Salientando a relevância do papel assumido pelo médico de família na prevenção da doença, na promoção da saúde e no diagnóstico, Miguel Guimarães criticou ainda a opção “política” de colocar os médicos de famílias no acompanhamento aos doentes diagnosticados com COVID-19.

“É preciso libertar os médicos de famílias para os doentes não-COVID”, defendeu.

Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro

O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.