Estudo avança que a compaixão e a conexão social reduzem o risco de stress pós-traumático
DATA
18/01/2022 16:01:08
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Jornal Médico
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Estudo avança que a compaixão e a conexão social reduzem o risco de stress pós-traumático

A conclusão de um estudo internacional multicêntrico liderado por Marcela Matos, uma investigadora da Universidade de Coimbra (UC), foi que a compaixão e a ligação aos outros são fatores que reduzem o risco de desenvolvimento de stress pós-traumático no contexto da atual pandemia. Em oposição, a desconexão social, marcada pela solidão e pelo medo da compaixão, potencia esta perturbação psicológica.

De acordo com o estudo publicado na revista científica PLoS One, as pessoas que se sentem socialmente mais seguras e conectadas, “e que são capazes de ser compassivas consigo mesmas, com os outros e que recebem compaixão dos outros em face do sofrimento e adversidade, revelam maior crescimento pós-traumático no contexto da pandemia”, adiantou Marcela Matos.

Clarificou ainda que o crescimento pós-traumático diz respeito à mudança positiva que uma pessoa desenvolve perante um evento traumático, isto é, “perante o sofrimento, as pessoas iniciam um processo de transformação, promovendo o crescimento pessoal, a resiliência e o bem-estar mental durante e após a pandemia”.

Este estudo insere-se num projeto internacional que tem como objetivo avaliar os diversos fatores que podem aumentar ou atenuar o risco de problemas de saúde mental no contexto da pandemia global, e que junta em consórcio cientistas de 21 países de várias partes do mundo.

A investigadora nota que um outro estudo do consórcio que lidera, publicado na prestigiada revista científica Mindfulness, indica que a compaixão, “em particular a autocompaixão e compaixão recebida dos outros, tem um papel protetor universal contra os efeitos prejudiciais da pandemia COVID-19 na saúde mental (sintomas de depressão, ansiedade e stress) e no bem-estar psicossocial”.

Pode aceder ao artigo científico publicado na PLoS One AQUI.

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