Criadas duas redes para apoiar profissionais de saúde vítimas de violência
DATA
24/01/2022 09:49:27
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Jornal Médico
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Criadas duas redes para apoiar profissionais de saúde vítimas de violência

Os profissionais de saúde vítimas de violência podem agora contar com duas redes de apoio a casos de agressão compostas por elementos das forças de segurança e da saúde, anunciou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Estas duas redes foram criadas no âmbito do Plano de Ação para a Prevenção da Violência no Setor da Saúde (PAPVSS) que reflete um trabalho de quase 20 anos, mas com uma medida que nunca se tinha conseguido implementar: a criação de um modelo de governação alicerçado numa rede de pontos focais regionais e institucionais, avançou Graça Freitas.

“Esta rede abrange já todas as instituições do Ministério da Saúde e está a ser, agora, alargada a todas as unidades funcionais, departamentos e serviços com uma rede local”, frisou ainda na apresentação do plano que decorreu na Direção-Geral da Saúde, em Lisboa.

Em paralelo, o Gabinete de Segurança criou uma rede de pontos focais das forças de segurança que também já cobre todo o território. “São estas redes, com a sua reflexão e trabalho local, que com maior probabilidade poderão melhorar a abordagem da violência no setor da saúde”, salientou a diretora-geral da Saúde.

Em declarações à Lusa, Graça Freitas afirmou que o PAPVSS “ganhou força” visto que foi publicado numa resolução do Conselho de Ministros que permite uma organização que “o torna mais funcional”.

Na sua opinião, a “grande mais valia” desta publicação é a criação do modelo de governação baseado nas duas redes de pontos focais das forças de segurança e da saúde para que se façam medidas preventivas da violência e de controle de danos no caso desta acontecer.

“O grande objetivo é a prevenção. Se a prevenção falhar, pelo menos, que esses danos sejam mitigados, sejam resolvidos e que as vítimas tenham apoio e, eventualmente, se for crime que seja julgado como um crime que é a violência contra profissionais de saúde”, disse à Lusa.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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