COVID-19: Gravidade em crianças é rara mas reforça importância da ciência
DATA
07/02/2022 14:33:44
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Jornal Médico
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COVID-19: Gravidade em crianças é rara mas reforça importância da ciência

A Ordem dos Médicos (OM) e o Gabinete de Crise indicaram, na sequência do internamento de um bebé com COVID-19 ligado a ECMO, que os casos graves em crianças são raros, mas reforçam a “importância do caminho da ciência”.

“Todas as vidas importam e a vida de uma criança deve ser protegida de forma ainda mais especial, pelo que nos preocupa o palco que é dado a discursos inconsistentes e que, sobretudo, não têm qualquer respaldo na evidência científica produzida sobre os efetivos riscos da doença nas crianças e a segurança e benefícios da vacinação”, defendeu o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, em nota enviada.

O bastonário da OM e o coordenador do Gabinete de Crise, Filipe Froes, deixam, em comunicado, “uma palavra de confiança à equipa de excelência que acompanha a criança, e de solidariedade para com a família neste momento difícil”, e insistem “na importância de não se desvalorizarem os efeitos desta infeção nas mais variadas faixas etárias”

“Mesmo na nova fase da pandemia em que nos encontramos, e que tem permitido a reabertura progressiva da sociedade, é essencial que não nos esqueçamos do caminho difícil que percorremos e do que conseguimos alcançar”, frisou Miguel Guimarães.

O bastonário salienta ainda o papel da vacinação, que foi sendo alargada a várias faixas etárias e que “permitiu mudar o curso da pandemia e tornar a doença COVID-19, regra geral, menos grave”.

Já por seu turno, o coordenador do Gabinete de Crise, Filipe Froes, releva que “no caso concreto das crianças, é verdade que a infeção tende a ser mais benigna, mas os casos graves existem e não devem ser desvalorizados”.

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Editorial | Gil Correia
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