Quatro cientistas portugueses recebem financiamento europeu
DATA
08/02/2022 09:34:02
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Quatro cientistas portugueses recebem financiamento europeu

Quatro cientistas portugueses vão receber bolsas do Conselho Europeu de Investigação, no valor total de 600 mil euros, por projetos ligados à eletrónica sustentável, ao cancro e à engenharia de tecidos. Estes estão entre os 166 investigadores europeus agora contemplados com estas bolsas, que totalizam 24,9 milhões de euros.

Elvira Fortunato, Cecília Roque (ambas da Universidade Nova de Lisboa), Manuela Gomes (Universidade do Minho) e João Barata (Universidade de Lisboa) foram os reconhecidos com uma bolsa de prova de conceito no valor unitário de 150 mil euros, apontou uma nota do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde as “premiadas” Elvira Fortunato e Cecília Roque trabalham e lecionam, alude em comunicado que com as bolsas de prova de conceito, os cientistas “deverão utilizar o financiamento para passar da teoria à prática: perceber a viabilidade dos conceitos científicos em desenvolvimento, assim como explorar oportunidades de negócio ou preparar candidaturas de patente”.

Cecília Roque, investigadora do Laboratório de Engenharia Biomolecular da Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, coordena um projeto que pretende “avaliar a viabilidade tecnológica e de negócio de um método de vigilância do cancro da bexiga não invasivo, rápido e de baixo custo”.

Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa e diretora do Centro de Investigação de Materiais, lidera um projeto que visa “reduzir o lixo eletrónico”, evitando o recurso a “materiais metálicos escassos e não ecológicos” e a processos de fabrico “dispendiosos, poluentes e demorados”.

A inventora do “papel eletrónico” propõe-se desenvolver vários protótipos, e avaliar o seu desempenho elétrico, a partir de materiais flexíveis e recicláveis baseados no grafeno.

Já João Barata, que lidera o laboratório de Sinalização em Cancro no Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, da Universidade de Lisboa, concorreu com um trabalho sobre uma terapia genética para a leucemia linfoblástica aguda de células T, um tipo de cancro do sangue.

Por fim, Manuela Gomes, que trabalha no Instituto de Investigação em Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da Universidade do Minho, obteve a bolsa europeia com um projeto que visa recriar a estrutura fibrilar dos tecidos humanos, com possível aplicação na medicina regenerativa.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.