Portugal supera meta da OMS com taxa de vacinação contra a gripe de 88,3%
DATA
07/03/2022 09:23:23
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Jornal Médico
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Portugal supera meta da OMS com taxa de vacinação contra a gripe de 88,3%
O relatório final do Vacinómetro® 2021/2022, que monitoriza a percentagem de vacinados contra a gripe, conclui que Portugal ultrapassou a meta de 75% taxa de vacinação recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), administrando mais 13,3% do que era proposto, maioritariamente, em pessoas com 65 anos ou mais.

A população vacinada contra a gripe inclui o grupo de indivíduos portadores de doença crónica (83,4%), profissionais de saúde (64,4%), grávidas (60,2%) e cidadãos com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos (53,3%).

“Os dados finais da época gripal 2021/2022 deixam-nos satisfeitos por termos não só cumprido (pelo terceiro ano consecutivo) como ultrapassado largamente a meta da OMS para a cobertura vacinal das pessoas a partir dos 65 anos de idade, garantindo assim a sua proteção contra a gripe e para além da gripe, uma vez que esta infeção aumenta o risco de enfarte agudo do miocárdio e de AVC”, destaca em comunicado Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) acrescentando ainda que “registou-se um aumento da vacinação nas pessoas com doença crónica, que são um grupo de risco para infeções virais como a gripe, uma vez que podem ver a sua doença crónica descontrolada ou agudizada. Bem como no grupo dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes, algo muito importante desde sempre, mas ainda mais durante a pandemia de COVID-19 que vivemos”.

A maioria da população vacinada afirma que se vacinou após recomendações do médico. A segunda grande motivação foi a própria iniciativa dos doentes que afirmam querem estar protegidos.

Por sua vez, António Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), sublinha em nota de imprensa que “estes números excelentes, bem como a clara redução do número de hospitalizações por gripe, revelam que compensou o esforço extra da Direção-Geral da Saúde e do Ministério da Saúde para alargar a cobertura vacinal, bem como a coordenação da vacinação conjunta contra a gripe e a Covid-19. Devemos retirar daqui aprendizagens para a próxima época gripal que vai exigir, com certeza, uma cobertura vacinal igual ou superior contra a gripe, uma vez que nas últimas duas épocas o registo de casos de gripe foi residual devido às medidas implementadas para fazer face à pandemia da COVID-19, o que permite antever uma maior atividade na época 2022/2023”. 

Recorde-se que a Direção Geral de Saúde disponibiliza as recomendações necessárias a ter em conta em relação à vacinação da gripe.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.