As implicações cardíacas e nutricionais da má saúde oral focadas em webinar
DATA
05/04/2022 16:05:14
AUTOR
Jornal Médico
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As implicações cardíacas e nutricionais da má saúde oral focadas em webinar

Afinal, quais as consequências de maus hábitos orais e implicações que têm na nossa vida? O webinar da Check-up Virtual aborda doenças como a endocardite bacteriana, as dificuldades causadas pela má alimentação e mitos associados a este tema.

A médica dentista Ana Jácome, o cardiologista Gonçalo Morgado e a nutricionista Lilian Barros juntaram-se para discutir a ligação direta que existe entre a saúde oral, nutrição e problemas cardiovasculares.

Gonçalo Morgado, um dos intervenientes do webinar Check-up Virtual começa por explicar que “fala-se muito sobre a possibilidade de haver um impacto da doença periodontal na saúde vascular (…) estas pessoas têm mais probabilidade de ter outros problemas, como o enfarte agudo”.

Além do mais, alerta para a existência da endocardite bacteriana, que pode ser uma doença mortal. Esta é provocada por uma má higiene oral, sendo que “as bactérias alojadas na boca ganham acesso à circulação e acabam por se alojar no coração”, acrescenta o cardiologista.

Lilian Barros, nutricionista, garante que a alimentação é essencial e influencia a saúde oral. Porém, a nutricionista também refere que o inverso pode acontecer: “os problemas dentários interferem na forma como comemos”.

Ao longo da conversa Ana Jácome, médica dentista, recorda ainda que “a cárie é a maior doença do mundo” e não podemos ignorar a gravidade dos problemas dentários.

Os especialistas indicados esclareceram também alguns mitos sobre este tema. Assista ao webinaaqui.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.