Estudo americano associa doenças mentais a estrabismo em doentes pediátricos
DATA
08/04/2022 14:41:04
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Jornal Médico
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Estudo americano associa doenças mentais a estrabismo em doentes pediátricos

A associação entre estrabismo e doenças mentais em crianças e adolescentes, como ansiedade, esquizofrenia, doença bipolar e depressão, é de 1,23 até 2,70 vezes mais frequente do que em crianças sem estrabismo, conclui um estudo americano. Estes dados vêm levantar a questão da saúde oftalmológica no âmbito dos cuidados de saúde primários.

Publicado no jornal médico americano JAMA: The Journal of the American Medical Association, o estudo analisou 12 milhões de registos clínicos e conclui que há uma associação moderada entre o estrabismo e outras doenças mentais. O reconhecimento destas associações deve incentivar a triagem e o tratamento de doenças mentais em doentes com estrabismo, avança o estudo.

A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) apela assim que, em Portugal, seja assegurado o acesso generalizado e integrado no SNS a cuidados de saúde da visão na infância e adolescência, para prevenir o desenvolvimento de doenças mentais provenientes de problemas de visão.

Em comunicado, Raúl de Sousa, presidente da APLO, afirma que “em Portugal ainda não existem cuidados primários para a saúde da visão no SNS, pelo que não se assegura intervenção precoce e atempada no estrabismo. Não só não se promove o desenvolvimento saudável, como se assume os custos de saúde, financeiros e económicos com impacto ao longo da vida, por esta omissão”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), problemas de visão não diagnosticados ou não corrigidos podem tornar-se irreversíveis a afetar a aprendizagem, integração social e o comportamento.

Assim, recomenda-se esta avaliação logo nos primeiros anos e em todas as fases da vida.

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As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: