Estudo indica que COVID-19 aumenta risco de herpes zoster em pessoas com mais de 50 anos
DATA
26/04/2022 17:12:08
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Jornal Médico
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Estudo indica que COVID-19 aumenta risco de herpes zoster em pessoas com mais de 50 anos

Um novo estudo observacional, realizado pela GSK, refere que pessoas com 50 ou mais anos que tiveram COVID-19 têm um risco 15% maior de desenvolver herpes zoster, também conhecido por zona. Esta é uma erupção cutânea que pode levar a graves complicações, nomeadamente, a neuralgia pós-herpética. O estudo foi publicado no Open Forum Infectious Diseases da Sociedade de Doenças Infecciosas da América.

“O risco de desenvolver herpes zoster foi considerado elevado, durante os seis meses, após o diagnóstico de COVID-19, e os doentes que requereram hospitalização devido à COVID-19 tinham 21% mais de probabilidade de vir a ter herpes zoster”, lê-se em comunicado.

O estudo abrangeu pessoas que tiveram e que não tiveram COVID-19, bem como os vários fatores de risco para a zona e que não tinham recebido anteriormente vacinas contra o SARS-CoV-2 ou o herpes zoster.

“Esta é a primeira evidência epidemiológica que liga a infecção anterior por COVID-19 ao aumento do risco de herpes zoster em adultos mais velhos, que já correm maior risco devido ao declínio da imunidade relacionado com a idade”, começa por explicar o médico Temi Folaranmi, vice-presidente e vaccines theapeutic head, do departamento médico da GSK nos EUA.

“Estes resultados também destacam a importância das medidas preventivas, como a vacinação, para proteger a saúde e o bem-estar de idosos que correm risco de vir a desenvolver doenças preveníveis pela vacinação, como é o caso do herpes zoster”, acrescenta.

O herpes zoster resulta de uma reativação do vírus varicela zoster (VZV) – o mesmo vírus que causa a varicela –, que fica “adormecido” no corpo após a infecção primária inicial, apresentando-se como “uma erupção cutânea dolorosa num dos lados do corpo ou do rosto”.

Trata-se de uma doença mais comum em adultos com idade superior a 50 anos e “a maioria das pessoas que a desenvolve sente dor aguda, muitas vezes descrita como sensação de queimadura, o que pode causar perturbações significativas nas atividades diárias, podendo durar várias semanas”, esclarece a GSK, em comunicado.

Embora “as limitações do estudo incluam as inerentes à pesquisa retrospetiva baseada em dados de alegações médicas” e exista a “possibilidade de ‘confundimento’ residual”, os autores sugerem que a COVID-19 pode desencadear um caso de herpes zoster ao causar uma disrupção das células do sistema imunitário, permitindo que o VZV seja assim reativado.

No entanto, é necessária mais investigação para confirmar essa hipótese.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.