Falta de cuidados primários no oeste do país preocupa utentes
DATA
28/04/2022 12:55:16
AUTOR
Jornal Médico
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Falta de cuidados primários no oeste do país preocupa utentes

A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) realizou um levantamento de necessidades entregue ao secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, reportando os “vários centros de saúde que se encontram encerrados e, nos que ainda funcionam, há muitos utentes sem médico de família”.

“A saúde no país não está bem, no oeste atingiu o ponto de rutura com os utentes em risco de vida, com falta de cuidados primários e de médicos nos serviços de urgência”, afirmou o porta-voz da comissão, Vítor Diniz. Foram, assim, exigidas “medidas urgentes contra a rutura dos cuidados de saúde na região”, considerando que esta situação deixa os utentes “em risco de vida”.

A falta de cuidados primários leva a uma sobrecarga dos serviços de urgências, dos hospitais CHO (Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche) – área em que residem 293 mil pessoas – e onde existe “frequente falta de especialidades básicas no serviço de urgência (como a Ortopedia), a necessidade frequente de transferência de doentes críticos para Lisboa, por falta de Cuidados Intensivo”, explica a comissão que ainda enfatiza os “doentes oncológicos que aguardam por tratamentos com citostáticos”.

Na lista das exigências, a comissão inclui “a dotação dos centros de saúde com pessoal para funcionarem em pleno e em rede com os hospitais, para poderem fazer uma primeira triagem e evitar o entupimento desnecessário das urgências hospitalares”, explicou Vitor Diniz.

A “sobrecarga de trabalho dos profissionais de saúde, com situações pontuais de médicos a fazerem 36 horas seguidas” leva a que as exigências da comissão também se centrem “no reforço do pessoal médico e de equipamentos” nos hospitais do oeste. Perante esta situação a comissão já solicitou audiências com todos os grupos parlamentares.

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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