Comissão Europeia sugere a criação de uma base de dados de Saúde transversal à UE
DATA
04/05/2022 12:11:29
AUTOR
Jornal Médico
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Comissão Europeia sugere a criação de uma base de dados de Saúde transversal à UE

A proposta centra-se num espaço europeu de dados de saúde, que permite reunir o histórico médico de qualquer doente, esteja ele no país em que vive, ou não. O objetivo da Comissão Europeia é que esta base de dados comece a funcionar até 2025.

A responsável europeia pela área da Saúde, Stella Kyriakides, explica, por exemplo, que “se uma pessoa que vive em Portugal adoecer em Paris um médico local poderá aceder ao seu historial médico em francês e prescrever o medicamento certo”.

“Não há necessidade de repetir exames médicos desnecessários, estes podem ser partilhados digitalmente em toda a UE”, acrescentou durante a sessão plenária do Parlamento Europeu.

Segundo dados da comissão, “dos 14 mil milhões de euros gastos anualmente em exames médicos, cerca de 10% são gastos em procedimentos que são realizados desnecessariamente, muitas vezes repetindo o que já foi feito em outros locais.”

No entanto, a base de dados que engloba toda a União Europeia, não beneficia só o utente em particular. O combate às ameaças da saúde pública, o desenvolvimento de vacinas, bem como a permissão dada aos investigadores públicos e o acesso a instituições e indústria são alguns dos benefícios apontados pela Comissão Europeia.

“Estes dados podem levar, por exemplo, ao desenvolvimento de novos e revolucionários tratamentos que salvam vidas, assim como de medicamentos, dispositivos médicos ou antibióticos inovadores, a fazer progressos na medicina personalizada, a formar ferramentas de saúde avançadas de inteligência artificial com dados de alta qualidade ou a informar sobre as decisões governamentais durante uma pandemia”, afirmou Stella Kyriakides.

A responsável reforçou ainda que haverá uma “grande proteção da privacidade e da segurança”, de acordo com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados.

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