Estudo NOVA-IMS indica que dois em cada três portugueses já apostam na prevenção da saúde
DATA
04/05/2022 12:19:20
AUTOR
Jornal Médico
Estudo NOVA-IMS indica que dois em cada três portugueses já apostam na prevenção da saúde

Um novo estudo, desenvolvido pela NOVA-IMS, analisou a perspetiva dos portugueses em relação à inovação em saúde. As conclusões permitiram perceber que dois em cada três portugueses já acederam aos cuidados de saúde como forma de prevenção e, os mesmos, não se importam de fornecer dados e utilizar dispositivos eletrónicos para aconselhamento.

Além disso, “três em cada quatro dos inquiridos consideram que estão informados sobre o seu estado de saúde e têm conhecimento de como prevenir uma doença”, lê-se em comunicado. As teleconsultas passaram também a ser uma opção, para os inquiridos, que já equacionam essa opção caso sintam necessidade de ser vistos por médicos.

Embora os resultados sejam positivos, o coordenador do estudo, Pedro Simões Coelho realça a necessidade de haver um trabalho de pedagogia com os utentes, pois 40% dos inquiridos ainda não adotou estas práticas dizendo que “não o faz porque não é necessário”.

O estudo indica também que as doenças que os inquiridos consideram que terão mais impacto no futuro são as oncológicas, as cardiovasculares e as relacionadas com a saúde mental.

“Questionados sobre quais as áreas em que é mais importante investir, os portugueses elegem o acesso a melhores meios de diagnóstico (97% consideram importante ou muito importante), a medicina personalizada e a disponibilização de mais informação com vista à prevenção (ambas com 96,2%) e a promoção do acesso a medicamentos inovadores (95,1%)”, esclarecem em nota de imprensa.

Os dados do Índice de Saúde Sustentável mostram uma melhoria na qualidade do SNS percecionada pelos utentes, no entanto, o estudo tanto reforça a qualidade de informação fornecida pelos profissionais de saúde, como a dificuldade de acesso aos cuidados – tempo de espera entre marcação e a realização dos atos médicos.

Por sua vez, segundo os dados recolhidos, também revelam que 321.000 (5,8%) episódios de urgência não se realizaram devido aos custos associados (taxas moderadoras e transportes), o mesmo acontecendo a 362.500 (1,5%) exames de diagnóstico, 335.500 (2,6%) consultas externas num hospital público e a 247.000 (0,7%) consultas com o médico de clínica geral ou de família no centro de saúde.

Pedro Simões Coelho reforça ainda que na área da prevenção, evitando a doença ou o alastramento da mesma, é necessário continuar a apostar nas apps de saúde e no fornecimento de dados dos utentes. “Este é um tema muito importante para futuro”, acrescenta.

Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
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O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.