Medir bem para decidir bem- a importância da medição da pressão arterial com qualidade
DATA
06/05/2022 14:45:36
AUTOR
Jornal Médico
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Medir bem para decidir bem- a importância da medição da pressão arterial com qualidade

Lima Nogueira, do Hospital D. Francisco Zagalo, Centro Hospitalar entre Douro e Vouga, discutiu métodos de medição da pressão arterial e as caraterísticas de cada um na sessão conjunta SPH/APMGF, na 16.ª edição do evento magno da Sociedade Portuguesa da Hipertensão.

“Hoje em dia, é exigida a medição da pressão arterial com qualidade, quer no consultório, mas também fora do consultório, como ficou claro quer nas guidelines de 2018 da ESC (2018 ESC/ESH Guidelines for the management of arterial hypertension. Journal of Hypertension. 2018) mas também no documento de consenso “2021 Orientações da Sociedade Europeia de Hipertensão para a medição da pressão arterial no consultório e fora do consultório” (Stergiou, G, et al. Revista de Hipertensão.2021)”, introduziu Lima Nogueira. 

Assim, esclareceu “a medição da pressão arterial pode ser grosseiramente dividida entre aquelas feitas dentro do consultório e fora do consultório. Dentro do consultório, a medição da pressão arterial pode ser convencional, ou desacompanhada do profissional de saúde enquanto, fora do consultório, quer as auto medições AMPA como as medições ambulatórias com MAPA de 24 horas são cruciais para gerir o doente”. 

“Apesar dos riscos de erro inerentes, ainda não é possível dispensar a medição convencional em consultório, uma vez que ainda define a classificação, o limiar de tratamento e alvo terapêutico. A medição em consultório desacompanhada ainda não está validada”, salientou o especialista em Medicina Geral e Familiar.

“As medições AMPA requerem capacitação prévia do doente e a medição MAPA de 24 horas é considerada a medição gold-standard já que reflete as medições do doente inserido na sua rotina habitual e permite leituras noturnas. Apesar de ser considerada a medição gold-standard, a medição MAPA tem elevados custos e disponibilidade limitada. Porém, a conjugação das duas medições, AMPA e MAPA, permite identificar a hipertensão de bata branca ou hipertensão mascarada e gerir o doente”, completou Lima Nogueira.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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