DGS e INSA concluem que a mortalidade aumentou, mas também a procura de cuidados de saúde devido a variantes do SARS-CoV-2
DATA
10/05/2022 09:56:12
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Jornal Médico
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DGS e INSA concluem que a mortalidade aumentou, mas também a procura de cuidados de saúde devido a variantes do SARS-CoV-2

O aumento da incidência de infeções e da circulação de variantes do SARS-CoV-2 é a principal causa para o crescimento da procura de cuidados de saúde, assim como da mortalidade nas pessoas mais vulneráveis. A DGS (Direção Geral de Saúde) e o INSA (Instituo Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge) consideram que se regista uma “transmissibilidade crescente no país”.

Os dados são de um relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19, realizado por ambas as entidades, que passará a ser publicado semanalmente, às sextas-feiras. O relatório inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (Rt), nacionais e por região de saúde.

Dados recolhidos por ambas as entidades concluem que há “740 casos por 100 mil habitantes em Portugal, indicando uma incidência muito elevada, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 situou-se nos 1,03 no período entre 25 e 29 de abril”.

“Em contraciclo, os indicadores disponíveis sugerem um aumento relevante de circulação da linhagem BA.5 da variante Ómicron e potencialmente de uma nova sublinhagem da BA.2, agora designada como BA.2.35”, alerta o documento, ao avançar que “as duas apresentam mutações adicionais com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de evadir a resposta imunitária”.

O relatório alerta também para uma tendência de aumento do número de pessoas com COVID-19 internadas nos cuidados intensivos dos hospitais. As últimas informações confirmar “23,5% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas”.

A mortalidade foi o único indicador que se encontra a decrescer, exceto nos grupos vulneráveis, mas ainda assim está acima das 20 mortes – valores de referência do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) – com 24,1 óbitos em território nacional. A DGS e o INSA salientam que estes “valores são os esperados para a época do ano”.

 “A manutenção da vigilância epidemiológica, medidas de proteção individual nos grupos de maior risco e a vacinação de reforço”, são recomendações que ambas as entidades reforçam.

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Editorial | Conceição Outeirinho
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