Pessoas COVID-19 positivas estão mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares
DATA
17/05/2022 15:38:34
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Pessoas COVID-19 positivas estão mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares

As pessoas que testaram positivo à COVID-19 enfrentam riscos mais elevados de vir a desenvolver doenças cardiovasculares (DCV), somando-se às consequências a longo prazo da pandemia na Europa, alerta o relatório publicado pela Economist Impact.

O estudo, patrocinado pela Daiichi Sankyo Europe, confirma ainda que a carga das DCV na saúde deverá aumentar devido às implicações de longo prazo de COVID-19, destacando a necessidade de priorizar o atendimento à comunidade de doentes com DCV em todos os sistemas de saúde europeus.

O relatório reviu as evidências disponíveis para perceber o impacto que a COVID-19 teve em doentes já com DCV, na prestação de cuidados cardiovasculares e nas implicações para os sistemas de saúde no futuro. Com foco nas regiões da Europa Ocidental, as principais conclusões do relatório baseiam-se nas evidências disponíveis e discussões com especialistas em Cardiologia, Neurologia e Saúde Pública, para identificar as áreas que necessitam de intervenção para atender às crescentes necessidades da comunidade com DCV.

Em janeiro de 2022, estimava-se que havia mais 18,8 milhões de vidas perdidas durante a pandemia do que o esperado, acima das 5,44 milhões de mortes atribuídas diretamente a COVID-19 em dezembro de 2021. Estas mortes adicionais deverão incluir não só pessoas que tiveram COVID não detetado, como também óbitos por outras causas, onde as condições que levaram à morte foram amplificadas ou causadas pela própria COVID ou pelas dificuldades de acesso aos cuidados de saúde durante a pandemia. O Dr. Amitava Banerjee, consultor de cardiologia e professor de Clinical Data Science da University College London, afirmou, em comunicado: “estamos apenas a ver a ponta do iceberg quando se trata do impacto a longo prazo de COVID-19 nas DCV, com mais dados a surgir à medida que o tempo passa”.

Mulher, autonomia e indicadores – uma história de retrocesso?
Editorial | Jornal Médico
Mulher, autonomia e indicadores – uma história de retrocesso?

O regime remuneratório das USF modelo B há muito que é tema para as mais diversas discussões, parecendo ser unânime a opinião de que necessita de uma revisão, inexistente de forma séria desde a sua implementação.