Edição do Barómetro da Saúde Digital indica que 97,7% dos hospitais fizeram teleconsultas
DATA
18/05/2022 11:53:12
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Jornal Médico
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Edição do Barómetro da Saúde Digital indica que 97,7% dos hospitais fizeram teleconsultas

Os resultados da 2.ª Edição do Barómetro da Saúde Digital foram apresentados na sexta feira, dia 13 de maio, em Sesimbra, numa sessão que fez parte da agenda da 10ª Conferência de Valor da APAH dedicada ao tema “Nova Governação em Saúde”. Depois da 1ª edição realizada em 2019, exclusivamente dedicada à telessaúde e à Inteligência Artificial (IA), a 2ª Edição do Barómetro é também dedicada à Saúde Digital, dividindo-se em três secções: telessaúde; IA e saúde digital. 

Com o intuito de compreender o nível de adoção da saúde digital nas instituições do Sistema de Saúde Português, em particular da telessaúde e da Inteligência Artificial, a segunda edição do Barómetro da Saúde Digital contou com uma amostra de 286 respostas ao questionário, das quais 64 respostas são de líderes de instituições (de Saúde), sendo que 47% do universo dos hospitais do SNS participaram no barómetro.

Ao nível da telesaúde, concluiu-se que 97,7% dos hospitais fizeram teleconsultas e 70% têm projetos implementados de temonitorização, seguido do telediagnóstico (44%). Como principal barreira, tem-se que 61% tem baixa literacia em telessaúde e, em contrapartida, como principal facilitador tem-se que 71,9% possui uma adequada infraestrutura tecnológica.

No que concerne à inteligência artificial (IA), os três projetos com maior implementação e evolução face a 2019 são a transcrição de voz com 30%, agendamento de atividades clínicas e a Interpretação de imagem com 24%.  Nisto, a maior barreira, com 55%, é a ausência de “cientistas de dados” e o maior facilitador, com 55% de respostas, é a necessidade de reconhecimento do potencial de IA por parte dos profissionais de Saúde.

Quanto à saúde digital, concluiu-se que 38% das Instituições revêm-se num nível de maturidade mais elevado de Saúde Digital e 6,6 /10 é o nível de maturidade digital percecionado pelos líderes no conjunto de todas as Instituições. Nesse sentido, 77% considera a melhoria dos registos médicos eletrónicos como uma prioridade nas soluções de saúde digital nas instituições e apenas 14% das Instituições refere ter orçamento suficiente para os projetos de SD nos próximos 12 meses, sendo que 72% referem que o ambiente para a inovação e o investimento em SD irá melhorar neste período.

Alexandre Lourenço, presidente da APAH adianta que a 2ª Edição do Barómetro salienta o “impacto positivo que a pandemia promoveu de forma generalizada na adoção de novas tecnologias e práticas, em particular no que toca a meios telemáticos e à saúde digital, como um todo” o que faz deste barómetro “uma importante ferramenta de monitorização e evolução do modelo de governação da saúde digital”, acrescenta. 

Para aceder aos resultados completos desta 2ª Edição do Barómetro, consulte aqui.

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