Jaime Branco assinala o Dia Mundial do Médico de Família defendendo uma gestão equilibrada dos recursos humanos médicos
DATA
19/05/2022 10:06:08
AUTOR
Jornal Médico
Jaime Branco assinala o Dia Mundial do Médico de Família defendendo uma gestão equilibrada dos recursos humanos médicos

Candidato a Bastonário da Ordem, Jaime Branco, comemora hoje o Dia Mundial do Médico de Família com um alerta: “falta coragem política para uma gestão adequada de investimentos e recursos humanos”.

“Apesar da clara evidência acerca da importância fundamental dos Cuidados de Saúde primários, parecem manter-se incompreensíveis hesitações, nos decisores políticos, sobre a necessidade de maior investimento – o que não significa mais dinheiro – e de uma adequada gestão de recursos humanos, nesta área”, começa por afirmar Jaime Branco.

O candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos reforça a importância de apresentar propostas e soluções, que melhorem as condições de trabalho dos médicos de família. Primeiramente refere “a adequação de vagas do internato às efetivas necessidades de médicos de família no País” bem como, “a manutenção de concursos permanentemente abertos nas áreas territoriais carenciadas, como Lisboa e Vale do Tejo ou Algarve”.

Jaime Branco defende, essencialmente, “uma gestão equilibrada dos recursos humanos médicos” e recorda que “os médicos de família foram um dos principais esteios (…) no suporte médico e social desta grave e continuada crise de Saúde Pública” o que levou a que “muitos deles estejam agora em situações de burnout e esgotamento”.

Com 43 anos de experiência, o reumatologista, médico do Serviço Nacional de Saúde desde a sua criação, é o primeiro a anunciar a candidatura a Bastonário da Ordem dos Médicos, cujas eleições se realizam em janeiro de 2023.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.