“Resiliência, humanismo e solidariedade” são adjetivos que definem os médicos de família, diz bastonário da Ordem dos Médicos
DATA
19/05/2022 10:37:36
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Jornal Médico
“Resiliência, humanismo e solidariedade” são adjetivos que definem os médicos de família, diz bastonário da Ordem dos Médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães assinala o Dia Mundial do Médico de Família afirmando que “não haverá Serviço Nacional de Saúde sem médicos de família” e recorda que esta é “uma oportunidade para reconhecer o papel central dos médicos de família na prestação de cuidados de saúde para toda a população”.

“É igualmente ocasião para celebrar o progresso feito na Medicina Geral e Familiar, enaltecendo a qualidade, preponderância e o papel indispensável destes especialistas”, disse o bastonário, reforçando a “resiliência, humanismo e solidariedade”, mesmo "nos momentos mais difíceis que têm atravessado nos últimos anos de pandemia".

A mensagem de Miguel Guimarães prende-se ainda à situação de aposentação e falta de médicos de família. “Neste momento há cerca de 1.500 médicos de família a trabalhar exclusivamente no setor privado ou social e bastariam mais 700 no SNS para existir cobertura para todos os utentes”, reflete, apontando o SNS como um sistema pouco competitivo.

“Não se trata apenas de remunerações justas e de acordo com o nível de conhecimento e formação destes profissionais, trata-se, também, de acesso à tecnologia, de incentivos locais, de desburocratização do trabalho do médico, de oferecer uma expectativa de carreira e de valorizar o seu trabalho e papel a todos os níveis no nosso sistema de saúde público”, acrescenta.

O bastonário conclui ainda com a mensagem de que “é uma questão de justiça e de sobrevivência do SNS: valorizar, de uma vez por todas, as características únicas que fazem parte do ser médico”.

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