Pandemia reflete-se na falta de resposta do SNS a tratamento de fertilidade
DATA
03/06/2022 11:06:44
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Jornal Médico
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Pandemia reflete-se na falta de resposta do SNS a tratamento de fertilidade

A presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) alertou para o agravamento dos tempos de espera para os tratamentos de fertilidade com gâmetas doados.

Carla Rodrigues admite que a pandemia piorou a situação destes doentes, que não tem soluções ainda, pois os centros de tratamento de PMA tiveram de encerrar durante “um grande período de tempo e não conseguiram recuperar as listas de espera”.

A presidente do CNPMA explicou que o Governo constituiu um grupo de trabalho “para estudar soluções para uma melhor acessibilidade a tratamentos de PMA e para colmatar a necessidade de doações de gâmetas no serviço público”.

No entanto, Carla Rodrigues lamenta que “o Governo não tenha feito nada” relativamente aos dados apresentados, considerando ainda que esta situação está a evoluir para uma “epidemia silenciosa”.

“Nós sabemos que há muitos problemas de saúde, mas sabemos que na procriação medicamente assistida os problemas gravíssimos são crónicos e são sobretudo porque as pessoas mais prejudicadas não reclamam porque são assuntos do foro íntimo e pessoal”, salientou Carla Rodrigues.

O CNPMA apela assim à necessidade de aumentar a capacidade de resposta do SNS, em prol dos “projetos de parentalidade” que se encontram em espera.

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Editorial | Jornal Médico
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