Vacinas COVID-19 adaptadas às novas variantes previstas na vacinação de outono
DATA
08/06/2022 12:38:31
AUTOR
Jornal Médico
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Vacinas COVID-19 adaptadas às novas variantes previstas na vacinação de outono

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou à comunicação social, durante uma visita ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul,no dia 6 de junho, que "se essas vacinas adaptadas estiverem disponíveis para a campanha de outono, faremos a campanha de outono, em função, naturalmente, de uma validação técnica e clínica".

Desta forma, a campanha de vacinação de outono contra a gripe e COVID-19, poderá já contemplar vacinas adaptadas à variante Ómicron, caso os ensaios clínicos o permitam. Como ressalvou Marta Temido, há que ter em conta que os ensaios com estas vacinas adaptadas estão a decorrer, aguardando-se os resultados para  “perceber a sua eventual vantagem", esclareceu.

Marta Temido avançou que Portugal está envolvido no processo de compra das vacinas adaptadas, tendo a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) anunciado, no início do mês de junho, que estas poderão ser aprovadas em setembro, e que já foi feito um investimento de "mais de 15 milhões de euros de vacinas para a gripe para a próxima época gripal de outono/inverno de 2022/23".

À semelhança de processos de vacinação anteriores, a prioridade será a população idosa. Sendo esta “mais difícil de vacinar, pelas questões associadas à mobilidade, à necessidade de apoio, muitas vezes da família ou dos municípios, para se deslocarem”, ressalvou a ministra, adicionando que “o plano neste momento é a administração conjunta das atuais vacinas COVID-19 e das vacinas para a gripe", para que se possa proteger a população mais vulnerável.

Sublinhando a possibilidade de ajustes ao plano, admitiu que “os planos também são feitos com essa latitude", sublinhando não querer "nem condicionar nem estar aqui a precipitar" as análises necessárias. Adicionou que o núcleo de vacinação apresentará o plano ainda durante junho, e, caso seja possível, a campanha de outono será feita com base nessas premissas. 

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.