O papel do médico de família na referenciação dos doentes em “Atualização e Formação em DPOC”
DATA
06/07/2022 10:34:04
AUTOR
Jornal Médico
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O papel do médico de família na referenciação dos doentes em “Atualização e Formação em DPOC”

Chegados ao sétimo e último módulo de e-learning, os formadores António Bugalho, pneumologista dos Hospitais CUF Tejo e CUF Descobertas, e Cláudia Vicente, especialista em Medicina Geral e Familiar, na USF Araceti, abordam em que medida os médicos de família podem desempenhar um papel importante na deteção e referenciação para a consulta hospitalar de doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC). Assista ao módulo-vídeo.

De acordo com os especialistas, naquilo que concerne a DPOC, “o médico de família deverá abranger quatro competências major, nomeadamente a gestão das comorbilidades, o reconhecimento das agudizações e a classificação de gravidade da DPOC, a otimização do tratamento, conjuntamente com a revisão da técnica inalatória, utilização de recursos locais e referenciação hospitalar para consultas de especialidade e/ou serviço de urgência”.

Na referenciação hospitalar, há que ter em consideração aspetos como “diagnóstico incerto ou não estabelecido, após realização de espirometria com prova de broncodilatação”, “sintomas desproporcionados para o grau de obstrução brônquica” ou “indicação para reabilitação respiratória, quando não disponível nos cuidados de saúde primários”. 

Por sua vez, a referenciação para serviço de Urgência pode acontecer no caso de “insuficiência respiratória aguda”, “falha na resposta ao tratamento inicial” ou “cianose ou edema periférico”, nos quais, em último recurso, pode resultar numa transferência para uma unidade de cuidados intensivos. 

Assista ao sétimo módulo e fique a conhecer Como e quando referenciar; Relação médico-doente; Papel do médico de família”. 

Este e outros seis módulos-vídeo de Atualização e Formação em DPOC são destinados a profissionais de saúde das áreas: Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna e Pneumologia, abrangendo ainda médicos internos do Ano Comum e outras especialidades com interesse na DPOC. Aceda aos conteúdos através de inscrição, na plataforma.

Uma iniciativa do Jornal Médico, com o apoio da Bial e com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.